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Documentário - Primeira Guerra Mundial - O Fim de Uma Era

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''Primeira Guerra Mundial - O Fim de Uma Era'' mostra por que este conflito teve mais impacto na civilização do que qualquer outra Guerra até então. Este documentário mostra a história de batalhas como a de Verdun, na França, e apresenta comentários de especialistas que explicam os efeitos das novas tecnologias no front. A produção analisa, ainda, as enormes mudanças que o fim da Guerra trouxe, incluindo o inevitável renascimento da Alemanha como potência militar. Mediante depoimentos de sobreviventes e imagens de arquivo o documentário torna possível visitar os lugares onde a história aconteceu e entender a importância do conflito para o nascimento do século XX e de tudo o que ele trouxe consigo.

Este documentário dublado mostra por que a 1ª Guerra Mundial teve mais impacto na civilização do que qualquer outra guerra até então.
Conheça a história de batalhas como a de Verdun, na França, com comentários de especialistas que explicam os efeitos das novas tecnologias no front. A produção analisa, ainda, as enormes mudanças que o fim da Grande Guerra trouxe, incluindo o inevitável renascimento da Alemanha como potência militar.
Mediante depoimentos de sobreviventes e imagens de arquivo o documentário torna possível visitar os lugares onde a história aconteceu e entender a importância do conflito para o século XX e de tudo o que ele trouxe consigo.

As perdas causadas pela Primeira Guerra Mundial são maiores do que se pode perceber. Juntamente com 22 milhões de pessoas, entre militares e civis, desapareceram para as gerações participantes a esperança na inteligência, gentileza e grandeza humanas.
O que foi perdido em riquezas, arte, gênio, alegria e confiança na civilização não seria mais recuperado, e feridas abertas preparam o terreno para a Segunda Guerra Mundial.

Documentário produzido pelo History Channel.

A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra ou Guerra das Guerras até o início da Segunda Guerra Mundial) foi uma guerra global centrada na Europa, que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. O conflito envolveu as grandes potências de todo o mundo, que organizaram-se em duas alianças opostas: os Aliados (com base na Tríplice Entente entre Reino Unido, França e Império Russo) e os Impérios Centrais (originalmente Tríplice Aliança entre Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Itália).
Mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus, foram mobilizados. Mais de 9 milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade.

Ao final da guerra, quatro grandes potências imperiais - os impérios Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Otomano - deixaram de existir e o Império Britânico foi irremediavelmente enfraquecido. O mapa da Europa Central foi redesenhado em vários países menores. A Liga das Nações (organização precursora das Nações Unidas) foi formada na esperança de evitar outro conflito dessa magnitude.

1ª Guerra Mundial

Primeira Guerra Mundial - o fim de uma Era



1º de Agosto do ano de 1914 - A Alemanha declara guerra à Rússia

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Na metade do ano de 1914, as declarações de guerra estão à toda no Velho Continente. No dia 1º de Agosto, o Império Alemão, aliado do Império Austro-Húngaro, declararia guerra ao Império Russo, aliado da Sérvia. Estes dois países lutariam no front oriental até o ano de 1917, na Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial.

IMAGEM= "Soldado francês preparando sua correspondência" escrevendo numa mesa de madeira, na comuna francesa de Soissons, no ano de 1917.

Dom Antônio, o Príncipe do ares na Guerra Mundial

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Dom Antônio Gastão Filipe Francisco de Assis Maria Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, nasceu em Paris no dia 9 de agosto de 1881, sendo o filho caçula da Princesa Isabel do Brasil e de seu marido francês o Conde d'Eu.

Nasceu na casa alugada por seus pais enquanto permaneciam em Paris devido a tratamentos de saúde, vindo para o Brasil logo depois.

Quando da proclamação da República no Brasil, mudou-se com sua família em exílio para Paris e mais tarde para o Castelo d'Eu na Normandia francesa, onde viveu sua adolescência.

Anos mais tarde, não podendo ingressas nas Forças Francesas por ser membro da realeza da França também, Antônio alistou-se como tenente dos hussardos do exército Imperial e Real do Império Austro-Húngaro, atividade que exerceu de 1908 a 1914. Antônio e sue irmão Luís cumpriram suas carreiras militares nas fileiras austríacas sem imaginarem que os dois países, a França com a qual se identificavam e a pátria que passaram a defender, entrariam em choque na maior guerra conhecida pelo mundo até então. Ao perceber que a guerra na qual incluiria-se sua pátria de coração e a pátria a qual servira era inevitável, Antônio pediu desligamento do Exército Imperial Austro-Húngaro.

Então, com o advento da Primeira Guerra Mundial, sem poder servir diretamente à França, porém almejando defende-la, o Príncipe Dom Antônio alistou-se na Marinha Real britânica, aliada da França, servindo como piloto de aviões. Seu irmão, Príncipe Dom Luís, serviu também o Exército Real Britânico.

O Príncipe Dom Antônio tinha 33 anos quando entrou na guerra que influenciaria amplamente a geopolítica mundial dali em diante. Ele se tornou capitão do regimento Royal Canadian Dragoon, junto com os canadenses que foram defender a bandeira britânica.

Alguns autores afirmam que D. Antônio participou de batalhas aéreas, extremamente novas naquele período. O que se sabe é que o príncipe era hábil e que muitos o consideravam bastante corajoso.

O Príncipe recebeu, em 1917, um título de destaque do Exército Britânico. Devido a sua participação, considerada de alto nível nos relatos de superiores, Dom Antônio mereceu a Military Cross e foi incorporado às forças armadas britânicas oficialmente.

Com a guerra já terminada, o príncipe sofreu um acidente de avião nos arredores de Londres. Ele ainda foi levado vivo para um hospital próximo, mas morreu em decorrência dos graves ferimentos sofridos, no dia 29 de novembro de 1918.

Imagem: Retrato pintado do Príncipe Dom Antônio por William Orpen, 1918.



Francisco José I, Imperador da Áustria

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Francisco José I, nascido em Viena a 18 de agosto de 1830, foi o Imperador da Áustria e Rei da Hungria de 1848 até sua morte. De maio de 1850 a agosto de 1866, também foi presidente da Confederação Germânica. Reestabeleceu a ordem no império e restaurou o domínio da Áustria na Confederação Germânica. Seu reinado, que durou 68 anos, é o terceiro mais longo da história europeia, depois de Luís XIV da França e de João II de Liechtenstein. Casado com a Duquesa Isabel da Baviera em 1854, por quem era apaixonado, teve rês filhas e um filho.

Francisco José nasceu nos arredores de Viena em 18 de agosto de 1830. Foi o filho primogênito do arquiduque Francisco Carlos, o segundo filho do Imperador Francisco I e de Sofia da Baviera. Foi educado como herdeiro do trono do Império Austríaco, na qualidade de sucessor de seu tio, Fernando I.

Francisco José teve três irmãos mais novos: Arquiduques Fernando Maximiliano (Imperador do México), Carlos Luís, e Luís Vítor, e uma irmã também mais nova: Maria Ana, que não sobreviveu a infância.

Aos 13 anos, o jovem arquiduque Francisco José começou uma carreira como um coronel do Exército Austríaco.

Subiu ao Trono Imperial Austríaco aos dezoito anos, em 1848, durante os movimentos revolucionários do Reino da Hungria e da unificação italiana, após a abdicação de seu tio Fernando I e da renúncia de seu pai. Não possuindo a envergadura de um homem de Estado, demonstrou parcialidade na sua governação do Império.

Até 1852, seu reinado sofreu influência do príncipe Karl Philipp de Schwarzenberg, que defendia uma política absolutista e centralizadora.

Com o apoio do exército, estabeleceu na primeira década do reinado um regime autoritário, que terminou em 1859 com a derrota da Áustria frente aos exércitos da França e do Reino de Sardenha, ao qual a Áustria teve de ceder o território da Lombardia. Francisco José teve de adotar, então, uma política liberal.

Em 1849, restabeleceu a dominação austríaca na Lombardia e na Hungria, beneficiando-se do apoio do Império Russo. Tentou reorganizar o seu império sob o sistema do federalismo. As reivindicações nacionais de algumas regiões do império obrigaram-no a estabelecer novas instituições, menos opressoras. Apesar disso, em 1866, antes de conseguir seu intento de restaurar o prestígio internacional da Áustria, deflagrou contra a Prússia a Guerra dos Ducados (1863-1865). A derrota em Sadowa, em 1866, eliminou definitivamente os Habsburgos da política alemã.

A rebeldia dos húngaros obrigou Francisco José, no ano seguinte, a abandonar a orientação absolutista e reaproximar-se dos húngaros, fazendo concessões substanciais à Hungria, e reconhecendo o regime dualista , no qual a Hungria era reconhecida como Estado em pé de igualdade com a Áustria, unidos sob o mesmo monarca. Em 1867, foi coroado rei da Hungria, em Budapeste. Foi criado oficialmente o Império Austro-Húngaro. Os eslavos, entretanto, não aceitaram a dupla submissão, a austríacos e húngaros. A dependência da Áustria-Hungria com relação ao Império Alemão foi aumentando gradualmente e selou-se com a assinatura, em 1879, da dúplice aliança com o Império Alemão, à qual se juntou o Reino de Itália em 1882, criando-se assim a Tríplice Aliança, entidade política de grande importância até a Primeira Guerra Mundial. Em 1908, anexou a Bósnia e a Herzegovina.

A divisão étnica do Império Austro-Húngaro teve como consequência a reivindicação de independência dos checos, croatas, húngaros, sérvios e muitas outras nacionalidades. Após breve retorno à política opressiva, o imperador teve de instaurar o voto universal para a eleição do parlamento.

Francisco José governara praticamente por decretos até que, em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Fernando foi morto num atentado em Sarajevo. Persuadido por um de seus ministros, Francisco José I consentiu em enviar um ultimato ao Reino da Sérvia. Foi declarada guerra à Sérvia (1914), o que desencadeou a Primeira Guerra Mundial. O Império Austro-Húngaro desmembrou-se e Francisco José I morreu, em 21 de novembro de 1916, dois anos antes de o seu império entrar em derrocada total, no castelo de Schönbrunn, onde nascera.

O seu sucessor foi jovem Imperador Carlos I, neto do seu irmão Carlos Luís.


Francisco José I, nascido em Viena a 18 de agosto de 1830, foi o Imperador da Áustria e Rei da Hungria de 1848 até sua morte



Erwin Rommel, a raposa do deserto

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Nascido em 1891, Erwin Johannes Eugen Rommel foi um Marechal-de-Campo do exército alemão na Segunda Guerra Mundial. Devido ao seu grande senso de justiça e incomum habilidade no campo de batalha, Rommel era altamente respeitado, tanto por seus aliados quanto por seus inimigos. 

Sua carreira militar se iniciou na Primeira Guerra Mundial, atuando na Romênia, França e Itália. Rommel liderava pequenos e sorrateiros grupos atrás das linhas inimigas, que flanqueavam e atacavam com maestria as retaguardas inimigas. Feitos como capturar 7000 soldados inimigos com apenas 100 homens renderam a Rommel a mais alta honraria germânica, chamada Pour le Mérite.

Em 1938, Rommel foi encarregado do comando do batalhão de proteção pessoal de Hitler, o Führerbegleitbataillon. Em uma de suas viagens, o então Coronel conheceu Goebbels, que se tornaria seu amigo e profundo admirador. Apesar de incontáveis esforços tanto de Goebbels quanto de Hitler, Rommel nunca se filiou ao Partido Nazista, frustrando inúmeros planos do Ministro de Propaganda do Reich.

Sem uma participação efetiva na Polônia, Rommel teve sua primeira grande atuação na Segunda Guerra Mundial durante a invasão à França. A 7ª divisão de Panzer, sob seu comando, ficou conhecida por “Divisão Fantasma”. Seus ataques eram tão furtivos que, por várias vezes, sua divisão ficou sem comunicação com o Alto Comando Alemão, que não sabia, ao certo, seu posicionamento.

Após terminada a invasão à França, Rommel deu início à preparação para a Operação Sealion, que visava atravessar o Canal da Mancha e invadir o Reino Unido. Todavia, como a Luftwaffe não seria capaz de garantir uma superioridade aérea sobre a RAF, a operação foi abortada e Rommel foi transferido para o Norte da África, teatro de operações que lhe rendeu seu apelido de “Raposa do Deserto”.

O Exército Italiano se provou incapaz de combater os ingleses com meios próprios, se fazendo necessária a atuação alemã na África para concretizar o sonho de Hitler de estabelecer o domínio do outrora Mare Nostrum. Todavia, após inúmeras ofensivas bem sucedidas, Rommel enfrentou, no Norte da África, um inimigo muito maior que as forças aliadas – as falhas de logística.

Mesmo com incontáveis falhas de comunicação, de interceptação de informações e de coordenação de ataques, Rommel conseguiu desequilibrar o combate a favor do Eixo, quase conseguindo uma vitória sobre as forças aliadas. Mas apesar de todo o empenho e brilhantismo da Raposa do Deserto, as forças ítalo-germânicas foram derrotadas. Sem a ênfase necessária no Supremo Comando, sem uma logística eficiente e com contingente muito menor que o do inimigo, Rommel foi mandado de volta para a Europa.

De volta ao seu continente natal, Rommel passou um breve momento nos países baixos e foi, posteriormente, designado para a França. Lá, ele efetuou uma série de melhorias na Muralha do Atlântico, que consistia em uma série de fortificações costeiras para impedir um possível desembarque aliado. Ao contrário da grande maioria dos generais nazistas, Rommel acreditava que o desembarque aliado ocorreria na Normandia – onde ele realmente ocorreu – e, por isso, fez deu àquelas praias uma atenção especial.

No dia D, Rommel havia voltado para casa, para comemorar o aniversário de sua esposa. Este tempo entre o desembarque e a volta do general garantiu aos aliados o prazo necessário para seu estabelecimento na região, tornando sua reconquista quase impossível.

Apesar de seu envolvimento inicial com a guarda pessoal do Führer, Rommel se mostrou, com o tempo, um ferrenho crítico de Hitler e do regime nazista. Todavia, ele acreditava que o assassinato do ditador implicaria em uma guerra civil e o transformaria em um mártir. Apesar de não estar envolvido diretamente na Conspiração de 20 de Julho, um atentado à bomba que visava matar Hitler, seu nome foi levantado durante o interrogatório dos conspiracionistas.

Após um breve intervalo de tempo, dois generais da SS foram à sua casa e lhe ofereceram duas opções - Ser julgado e, inevitavelmente, condenado à morte, com sua família enviada à campos de concentração ou se suicidar e garantir a integridade de seus familiares. Rommel escolheu a segunda opção, se despediu de sua família e entrou em um carro sob o comando da SS, que seria seu local de seu suicídio.

Como Rommel era um herói nacional, a história contada ao público foi que ele morreu em decorrência de ferimentos causados por um ataque aéreo. Seguindo seus desejos, A Raposa do Deserto foi enterrada com as máximas honrarias militares. 


Erwin Johannes Eugen Rommel foi um Marechal-de-Campo do exército alemão na Segunda Guerra Mundial



O primeiro encontro de Adolf Hitler e Benito Mussolini

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14 de Junho de 1934.

Neste dia Adolf Hitler e Benito Mussolini encontravam-se pela primeira vez em Veneza, na Itália.

Apesar da suntuosa recepção e das boas maneiras de Mussolini para com o seu convidado, em privado a reunião foi tudo menos amistosa.

Ao chegar ao aeroporto de Veneza Hitler, vestindo-se como um civil, é visto nas fotografias visivelmente incomodado ao lado de um Mussolini vergando uma bem decorada farda militar.

Nessa época Mussolini já estava no poder na Itália há mais de 12 anos e, por isso, já era bem "formado" nas técnicas de ostentação, já Hitler tinha subido ao poder na Alemanha apenas há pouco mais de 1 ano.

A agenda principal da reunião rondava a Áustria. De acordo com testemunhas, Hitler, à beira da histeria, teria dito que:
"(...) É meu desejo, e desejo do povo alemão, que a Áustria se torne parte integrante do Reich!"
Ao que Mussolini teria respondido:
"E é do meu desejo que ela permaneça independente."

Os italianos tinham grandes pretensões na Suíça e viam com relutância e preocupação a expansão alemã para a fronteira daquele país através da anexação da Áustria.

No fim da reunião nenhum olhou nos olhos do outro. Despediram-se e afastaram-se rapidamente. Encontrariam-se mais tarde neste dia para um concerto de Wagner e para a habitual parada militar.

No aeroporto a despedida foi fria. Hitler acenou, Mussolini acenou de volta e viraram as costas.

Após o avião decolar Mussolini, perguntado sobre qual foi a sua impressão sobre Hitler, limitou-se a responder:
"Um macaquinho maluco."

Hitler sendo recebido por Mussolini em Veneza.


Hitler sendo recebido por Mussolini em Veneza.

Hitler sendo recebido por Mussolini em Veneza.

Hitler e Mussolini da varanda do Palácio Ducal, em Veneza.


Hitler e Mussolini em Veneza.
Já se nota ali uma certa tensão no ar.


Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts 

21/12/1945 - Morre George S. Patton

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Após sucessivas vitórias sobre as tropas nazistas ao redor do globo na Segunda Grande Guerra, após revolucionar as estratégias militares com veículos de combate e após libertar boa parte da Península Itálica do jugo alemão, o general estadunidense George Smith Patton ainda queria um embate contra a União Soviética. 

"Com o 3º Exército, varreríamos o que restou dos soviéticos", disse certa vez, num discurso. Considerado por muitos paranóico, o anti-comunista era fiel patriota e foi muito diminuído pelos Aliados em diversas situações, por se mostrar contrário às políticas de amizade que as democracias ocidentais tinham para com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e sempre levantar a voz para dar a própria opinião - fosse esta a favor ou contrária às ordens de seus superiores. Inegável e polêmico herói, cansou de ser ignorado por seus líderes e, em 1945 adiantou a própria aposentadoria. 

No dia 21 de Dezembro sofreu um acidente automotivo - ironicamente - envolvendo seu carro e um caminhão que transportava soldados que voltavam de uma festa noturna. Seria enterrado em Luxemburgo, sendo o único general norte-americano sepultado fora de sua terra natal.

George S. Patton




Brasil na 1ª Guerra Mundial

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A Primeira Guerra Mundial começou em 1914 com o estopim do assassinato do Arquiduque da Áustria-Hungria por um sérvio. Logo mais países se envolviam na guerra, como o Império Alemão, Império Otomano e Bulgária do lado da Áustria, e o Reino Unido, França e Império Russo contra. A guerra findou somente em 1918, causando 10 milhões de morte e deixando 20 milhões de feridos.

O Brasil manteve-se neutro durante quase todo o conflito. buscando não restringir os seus produtos exportados na época, principalmente o café.

O Brasil declarou sua neutralidade quanto ao conflito em 4 de agosto de 1914. Em 1916, um navio brasileiro, com tripulação majoritariamente norueguesa e a serviço do Reino Unido, foi afundado em águas restritas por um submarino alemão. Apesar do ataque não ser considerado ilegal, devido ao fato do navio estar a serviço de inimigos da Coroa Imperial Alemã, causou uma grande comoção no Brasil. Além do mais, o Brasil enfrentava uma situação social e econômica complicada. Sua economia era fundamentada na exportação do café, que como não era essencial, teve as exportações severamente diminuídas durante a guerra. Isto se acentuou mais com o bloqueio alemão e, depois, com a proibição à importação de café feita pela Inglaterra em 1917, que passou a considerar o espaço de carga nos navios necessário para produtos mais vitais, haja vista as grandes perdas causadas pelos afundamentos de navios mercantes pelos alemães. As relações entre Brasil e o Império Alemão foram abaladas pela decisão alemã de autorizar seus submarinos a afundar qualquer navio que entrasse nas zonas de bloqueio. No dia 5 de abril de 1917 o vapor brasileiro 'Paraná', um dos maiores navios da marinha mercante, carregado de café, navegando de acordo com as exigências feitas a países neutros, foi atacado por um submarino alemão a milhas do cabo Barfleur, na França, e três brasileiros foram mortos.

Quando a notícia do afundamento do vapor Paraná chegou ao Brasil poucos dias depois, eclodiram diversas manifestações populares nas capitais. Diversos estabelecimentos germânicos por todo o Brasil foram depredados, pilhados e queimados.
Por outro lado, sindicalistas, pacifistas, anarquistas e comunistas se colocavam contra a guerra e acusavam o governo de estar desviando a atenção dos problemas internos, entrando em choque por vezes com os grupos nacionalistas favoraveís a entrada do país no conflito. À greve geral de 1917, seguiu-se acentuada de uma violenta repressão, usando a "Declaração de Guerra" em outubro do mesmo ano para declarar estado de sítio e perseguir opositores.

No dia 11 de abril de 1917 o Brasil rompeu relações diplomáticas com o bloco germânico, e, em 20 de maio, o navio Tijuca foi torpedeado perto da costa francesa por submarino alemão. Nos meses seguintes, o governo brasileiro confiscou 42 navios alemães que estavam em portos brasileiros, como uma indenização de guerra, essa quantia considerável de navios passou a corresponder a um quarto da frota brasileira.

No dia 26 de maio de 1917, o vapor brasileiro Lapa foi atingido por três tiros do canhão de um submarino alemão.

Em 18 de outubro de 1917, um outro navio mercante, Macau, foi torpedeado por submarino alemão U-93.

No dia 23 de outubro de 1917 o cargueiro nacional Macau, um dos navios arrestados, foi torpedeado por um submarino alemão U-93, perto da costa da Espanha, e seu comandante feito prisioneiro.

Com a pressão popular contra a Alemanha, no dia 26 de outubro de 1917, o país declarou guerra à aliança germânica.

No dia 1 e 3 novembro de 1917, os navios Acari e Guaíba', respectivamente, foram torpedeados, próximo a São Vicente, em Portugal, por um submarino alemão U-15.

A abertura dos portos brasileiros a unidades aliadas e a responsabilidade pelo patrulhamento do Atlântico Sul pela esquadra brasileira foram as primeiras ações em apoio ao esforço de guerra aliado. A Divisão Naval em Operações de Guerra incorporou-se à esquadra britânica em Gibraltar e realizou o primeiro esforço naval brasileiro em águas internacionais. Em cumprimento aos compromissos assumidos com a Conferência Interaliada, reunida em Paris de 20 de novembro a 3 de dezembro de 1917, o Governo brasileiro enviou uma missão médica composta de cirurgiões civis e militares, para atuar em hospitais de campanha do teatro de operações europeu, um contingente de sargentos e oficiais para servirem junto ao exército francês; aviadores do Exército e da Marinha para se juntarem à Força Aérea Real, e o emprego de parte da Esquadra, fundamentalmente na guerra anti-submarina.

Em 1918, João Pandiá Calógeras criou um plano, encomendado pelo eleito Presidente naquele ano Rodrigues Alves, que recomendava o envio de uma força expedicionária de "considerável tamanho" para lutar na guerra, utilizando-se de todos os meios (incluindo os navios das potências inimigas já apreendidos em portos e águas brasileiras) para fazer desembarcar a tropa em solo francês onde esta seria treinada e equipada pelos franceses, tudo financiado com empréstimos bancários americanos, que por sua vez seriam quitados pelas compensações impostas às potências derrotadas após a guerra. O chamado Plano Calógeras foi descartado devido a situação política e social do Brasil, opositora a guerra.

Com o término do conflito ao final de 1918 e o conseqüente arquivamento do Plano Calógeras, no tocante ao envolvimento militar do País na guerra, a participação brasileira nas operações terrestres se resumiu ao envio de um corpo de sargentos e oficiais do Exército Brasileiro numa missão preparatória que havia sido enviada em meados daquele ano sob o comando do General Napoleão Felipe Aché para, operando junto ao exército francês, se inteirar das modernas técnicas de organização e combate empregadas no front ocidental. Em 18 de agosto de 1918, a Missão Médica, chefiada pelo Dr. Nabuco Gouveia e também subordinada ao General Napoleão Aché, foi a última a partir, com 86 médicos. Em 24 de setembro de 1918, a Missão Médica brasileira chegou à terra francesa pelo porto de Marselha, depois de uma viagem acidentada. Uma outra missão já havia sido enviada ao teatro de guerra europeu com a finalidade de instalar um hospital.

Coube a marinha a maior, embora modesta, contribuição militar brasileira no conflito. Foi determinada a organização de uma força-tarefa que permitisse a efetiva participação da Marinha brasileira na Primeira Guerra Mundial, assim, em 30 de janeiro de 1918, foi constituída a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). A Esquadra naval brasileira foi inicialmente incumbida de patrulhar a área compreendida pelo triângulo marítimo na costa noroeste africana, cujos vértices eram a cidade de Dacar, o arquipélago de São Vicente (Cabo Verde), e Gibraltar na entrada do Mediterrâneo.

Em 11 de novembro de 1918, foi assinado o armistício, tão ansiosamente esperado pelos europeus cujos países foram devastados pelo conflito. O Brasil deu sua módica parcela de contribuição e graças à isso conseguiu assento na Conferência de Paz de Paris, que deu origem ao Tratado de Versalhes, obtendo assim sua parte no botim de guerra conseguindo da Alemanha o pagamento com juros do café perdido com os navios naufragados, mais 70 navios dos Impérios Centrais (a maioria alemã) que haviam sido apreendidos em águas brasileiras quando da declaração de guerra e que foram incorporados à frota brasileira a preços simbólicos.

Terminada a guerra o Brasil participou da Conferência de Versalhes, com uma comitiva chefiada pelo futuro presidente Epitácio Pessoa. Esta comitiva conseguiu incluir no acordo de paz a indenização de sacas de café apreendidas em portos alemães quando da declaração da Guerra e a venda dos navios alemães apresados. O Brasil também foi um dos fundadores da Liga das Nações. Após voltar ao Brasil, a Divisão Naval em Operações de Guerra foi dissolvida em 25 de junho de 1919, cumprindo, integralmente, a missão que lhe fora confiada.

Nota: O Brasil foi o único país latino-americano a lutar na Primeira Guerra Mundial e também o único a lutar ambas as Guerras Mundiais.



Imagem: Presidente Venceslau Brás declarando guerra ao Império Alemão e ao Império Austro-Húngaro em 1917.


Dom Luís, o Príncipe perfeito na guerra mundial

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Dom Luís Maria Filipe Pedro de Alcântara Gastão Miguel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, nasceu em Petrópolis no dia 26 de janeiro de 1878, sendo o segundo filho da Princesa Imperial Isabel e seu marido o Conde d'Eu.
Por seu gênio, ele foi alcunhado como o 'Príncipe Perfeito'.

Desde pequeno mostrou ter uma personalidade forte e determinada, como em 1887, em uma viagem a Europa, houve um terremoto, e enquanto seus irmão choravam ele mostrou-se friamente tranquilo. Enquanto seu irmão mais velho Pedro era gentil e simpático, não gostava de estudar e se revelava normalmente desajeitado, Luís tinha força de vontade, era muito altivo e perspicaz. No auge da campanha abolicionista, ele e seus irmãos publicavam um jornal abolicionista no Palácio de Petrópolis.

Com o golpe que derrubou a monarquia no fim de 1889, toda a Família Imperial Brasileira partiu exilada para a Europa. A Princesa Isabel seu marido e seus filhos incluindo Luís se estabeleceram no Castelo d'Eu na Normandia francesa.

Ao atingir a maioridade, Luís seguiu para Viena, capital do Império Austro-Húngaro, governado por seu primo-tio segundo, para estudar na Escola Militar de Wiener Neustadt, para onde fora seu irmão Pedro e mais tarde iria seu irmão Antônio.

Em 1908, Luís ficou noivo de uma prima, Maria Pia de Bourbon, sobrinha-neta de sua avó materna, Imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. Do casamento com Maria Pia em fins de 1908, teve três filhos: Dom Pedro Henrique (1909-1981), Luís Gastão (1911-1931) e Pia Maria (1913-2000). Ao casar-se, Luís pediu seu desligamento do Exército Imperial Austro-Húngaro.

No mesmo ano, seu irmão maior, Pedro, renunciou aos direitos sucessórios da Coroa Brasileira e casou-se com a Condessa Elizabeth de Dobrzenicz, assim, Luís tornou-se Príncipe Imperial do Brasil - na condição de que D. Isabel era considerada de jure Imperatriz do Brasil.

Em 1914, seu irmão Dom Antônio, ao perceber que a guerra era inevitável, saiu das fileiras austríacas pouco antes do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, estopim do grande conflito.

Em agosto de 1914, se iniciou a Primeira Guerra Mundial, que na época fora conhecida como "A Grande Guerra". A invasão da França pela Alemanha "ofereceu uma válvula de escape tanto para o idealismo como para o ativismo de Luís, que segundo suas próprias palavras, era um 'soldado no fundo do coração'. Ele e o irmão Antônio precipitaram-se a defender a pátria dos ancestrais". Como a lei os proibia de servir nas forças da nação, por serem membros da Família Real Francesa - Orleans, ambos se alistaram como oficiais do Exército Real Britânico.

Oriundos da Família Imperial Brasileira, considerados franceses, treinados pelos austríacos e servindo aos britânicos. É com esta trajetória que o simpático D. Luís e o combatente D. Antônio, como foram classificados por seu mordomo, entram na Primeira Guerra Mundial.

Os príncipes eram pessoas notáveis. O exército britânico avaliou que seria bom tê-los em suas fileiras — disse o embaixador Vasco Mariz.

O desembarque de D. Luís no conflito se deu em 23 de agosto de 1914 e teve duração de quase um ano. Como encarregado das comunicações entre os regimentos, ele atuou nos pântanos do Yser, no Norte da França.

Em 1915, combatendo nas trincheiras de Flandres e servindo como oficial de ligação, Luís contraiu um tipo agressivo de reumatismo ósseo que o deixou debilitado e incapaz de andar. Foi retirado em estado grave das trincheiras e levado para segurança, a fim de poder recuperar-se da moléstia. Em consequência de suas ações no conflito e por sua bravura, Luís recebeu diversas condecorações: Medalha Militar do Yser, pelo Rei Alberto I da Bélgica; Legião de Honra, no grau de cavaleiro, e a Cruz de Guerra, pelo Governo Francês; a British War Medal, a Victory Medal e Star pelo Reino Unido da Grã-Bretanha. A grave doença contraída nas trincheiras resistiu a todas as formas de tratamento e sua saúde foi piorando cada vez mais. O Príncipe morreu em 26 de Março de 1920.

"Homem como poucos, Príncipe como nenhum"
-Sua Majestade o Rei Alberto II da Bélgica, sobre o Príncipe Dom Luís do Brasil.



            Imagem: Dom Luís de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil entre 1908 e 1920.

O Barão Vermelho

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Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, nascido a 2 de maio de 1892 na cidade de Breslau, no Império Alemão, território da atual Polônia, foi um piloto de caça alemão durante Primeira Guerra Mundial, considerado ainda hoje como o "ás dos ases". 

Nascido em Breslau, Silésia, no então Império Alemão (agora Wrocław, Polônia), Richthofen foi o segundo de quatro irmãos. Seus pais eram o oficial de cavalaria Albrecht Freiherr von Richthofen (1859-1920) e sua esposa, Gwendolyn, descendente de uma longa linhagem de militares e aristocratas.

Quando tinha nove anos de idade mudou-se com a família para Schweidnitz (atualmente Świdnica, Polônia). Em sua juventude, Richthofen apreciava equitação e caça. Fez o ensino básico em casa e foi estudar na Inglaterra, no Lincoln College em Oxford. Depois disso ingressou na escola militar. Após terminar o treinamento de cadete, juntou-se ao Regimento de Ulanos nº 1 da cavalaria em 1911.

Richthofen era um Freiherr (literalmente "Senhor Livre"), um título de nobreza frequentemente traduzido como "Barão". Esse título não era um nome nem um direito hereditário, visto que todos os membros masculinos da família o usavam, mesmo enquanto seu pai ainda estava vivo.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, era um oficial de reconhecimento da cavalaria e foi chamado ao dever nas frentes ocidental e oriental, entrando em ação na Rússia, na França e na Bélgica; no entanto, com o advento da "guerra de trincheiras", tornando as operações da cavalaria tradicional ineficientes e obsoletas, o regimento de Richthofen foi extinto, e ele passou a servir como entregador de correspondência e operador de telefone de campo.

Seu interesse por aviação aumentou quando ele examinou um avião militar alemão atrás das linhas, e ele solicitou transferência para o Serviço Aéreo Imperial Alemão. Para sua surpresa, seu pedido de transferência foi aceito, e ele se juntou ao serviço aéreo no fim de maio de 1915.

Entre Junho e Agosto de 1915, Richthofen foi um observador em missões de reconhecimento sobre a Frente Oriental. Depois de um encontro casual com o piloto de caça e ás da aviação, Oswald Boelcke, Richthofen iniciou o treinamento para piloto em outubro de 1915. Em março de 1916, ele se juntou ao Esquadrão de bombardeio No. 2, voando um Albatros C.III biposto.

Inicialmente, ele pareceu ser um piloto abaixo da média, tendo dificuldades para controlar o avião e caindo logo no seu primeiro voo nos controles. Apesar do seu início ruim, ele se adaptou ao avião rapidamente. Sobre Verdun em 26 de abril de 1916, ele disparou contra um Nieuport francês, derrubando-o sobre Fort Douaumont, no entanto, mais uma vez, sua vitória não foi oficializada. Uma semana depois, ele decidiu ignorar os conselhos de pilotos mais experientes, contra voar numa tempestade. Ele relatou mais tarde, "ter tido sorte em passar pela tempestade", e nunca mais tentou voar nesse tipo de situação a não ser sob ordens.

Depois de um período pilotando aviões biposto na frente oriental, ele encontrou Oswald Boelcke novamente em agosto de 1916. Boelcke, visitando a frente oriental em busca de candidatos para a sua recém formada unidade de caça, selecionou para se juntar ao esquadrão de caça Jasta 2. Richthofen venceu seu primeiro combate aéreo com o Jasta 2 sobre Cambrai, França em 17 de setembro de 1916.

Depois de sua primeira vitória confirmada, Richthofen encomendou uma taça de prata gravada com a data e o tipo do avião inimigo de um joalheiro em Berlim. Essa era uma prática oficial e corriqueira que havia sido descontinuada naquela época. Ele continuou com essa prática até colecionar 60 taças, quando as limitações no fornecimento de prata na Alemanha o forçaram a interromper essa prática.

Em vez de usar táticas agressivas e arriscadas, como seu irmão Lothar (40 vitórias), Manfred seguia apenas uma série de orientações básicas (conhecidas como "Dicta Boelcke") para assegurar o sucesso do esquadrão e de seus pilotos.[16] Ele na verdade, não era um piloto espetacular ou acrobata, como seu irmão ou o renomado Werner Voss. Por outro lado, ele era um estrategista notável, um excelente líder de esquadrão e um ótimo atirador. Geralmente ele atacava de cima para ter a vantagem do Sol atrás dele, com outros pilotos cobrindo sua retaguarda e flancos.

Em 23 de novembro de 1916, Richthofen abateu seu oponente mais famoso, o ás britânico, major Lanoe Hawker, detentor de uma Cruz Vitória, descrito por Richthofen como "o Boelcke britânico". Essa vitória ocorreu enquanto Richthofen voava um Albatros D.II e Hawker voava um DH.2. Depois de um longo combate aéreo, Hawker foi morto com uma bala na cabeça quando tentava escapar de volta para suas próprias linhas.[18] Depois desse combate, Richthofen ficou convencido de que ele precisava de um avião de caça com maior agilidade, mesmo com perda de velocidade. Ele trocou seu avião por um Albatros D.III em janeiro de 1917, obtendo duas vitórias antes de sofrer uma quebra do suporte da asa inferior em voo em 24 de janeiro. Richthofen voltou a usar o Albatros D.II ou Halberstadt D.II pelas cinco semanas seguintes.

Depois de sua 18ª vitória em janeiro de 1917, von Richthofen recebeu o Pour le Mérite, a honraria militar mais elevada da Alemanha na época. Ele retornou ao seu Albatros D.III em abril de 1917 e obteve 22 vitórias com ele, antes de trocar para o Albatros D.V no final de Junho. Em 6 de julho, Richthofen foi abatido durante um confronto com alguns F.E.2 do 20º esquadrão RFC quando um deles, pilotado por Donald Cunnell conseguiu atingi-lo. Depois de se recuperar dos graves ferimentos decorrentes, Richthofen passou a voar com o muito reconhecido triplano Fokker Dr.I, o característico avião com o qual ele é normalmente associado, mas com o qual ele só passou a voar de forma exclusiva, depois que ele foi reformado e teve as asas reforçadas em novembro.

Apesar da associação feita pelo público em geral entre Richthofen e o Fokker Dr.I, apenas 19 das suas 80 vitórias foram obtidas com esse tipo de avião. Foi o seu Albatros D.III que recebeu a pintura em vermelho brilhante pela primeira vez, no final de janeiro de 1917, e com o qual ele obteve seu apelido e reputação.

Richthofen contribuiu com o desenvolvimento do Fokker D.VII com sugestões para superar as deficiências dos caças alemães daquela época. No entanto, ele não chegou a ter a oportunidade de voar o novo modelo em combate, pois foi abatido e morto em Vaux-sur-Somme, 21 de abril de 1918, dias antes que ele entrasse em serviço.

Manfred, como muitos de seus companheiros pilotos, era muito supersticioso. Ele nunca saia em missão sem ser beijado por alguém querido. Isto tornou-se rapidamente um hábito difundido entre todos os pilotos de combate.



Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen foi um piloto de caça alemão na Primeira Guerra Mundial e é considerado ainda hoje como o "ás dos ases".