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Mostrando postagens com marcador Dona Isabel. Mostrar todas as postagens
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A Princesa Dona Isabel falece

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A Princesa Dona Isabel falece no dia 14 de Novembro de 1921 em Castelo d'Eu.

A Princesa Dona Isabel, a Redentora, Chefe da Casa Imperial do Brasil, faleceu no Castelo d’Eu na Normandia em 14 de Novembro de 1921.

No exílio, durante seus últimos anos, a Princesa Isabel manteve contato com fiéis Brasileiros, entre eles o aviador Santos-Dumont. Com a Primeira Guerra Mundial, auxiliou soldados feridos que foram transferidos ao Castelo d’Eu, sede do Hospital Temporário nº 20 e sofreu com o tratamento de seu filho do meio e herdeiro dinástico, que havia contraído reumatismo nas trincheiras, o Príncipe Imperial Dom Luís Maria, entrando em luto permanente com a morte de seus dois filhos mais novos, Dom Antônio em 1918 e o Príncipe Imperial em 1920.

A Redentora contou com uma grande cerimônia de funeral no próprio Castelo d’Eu, sendo enterrada na Capela Real de Dreux. A Princesa nunca mais viu o Brasil desde 1889, mesmo após o fim do banimento por estar fraca demais, somente retornando à sua Pátria em 1971, com um grande funeral de Estado, sendo transladada para repousar ao lado de seus pais em Petrópolis.

Imagem: A Princesa Isabel no Castelo d’Eu, 1921.

A Princesa Imperial Dona Isabel recebe do Papa Leão XIII a Rosa de Ouro

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A Princesa Imperial Dona Isabel recebe do Papa Leão XIII a Rosa de Ouro no dia 28 de setembro de 1888 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

O Papa Leão XIII condecora a Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel com a Rosa de Ouro, a maior distinção que os Soberanos Pontífices davam a chefes de Estado e a pessoas de grande relevo, nas ocasiões em que adquiriam méritos especiais, no caso da Princesa Isabel a assinatura da Lei Áurea.

A Rosa de Ouro foi entregue à Princesa Imperial Dona Isabel com uma carta do Papa datada de 29 de Maio de 1888, chegando ao Império do Brasil em 28 de Setembro de 1888. A data escolhida foi em comemoração aos 17 anos de promulgação da Lei do Ventre Livre, durante a Primeira Regência da Princesa Dona Isabel.

O ornamento tem 46 centímetros de altura, composto de 12 ramos, 24 espinhos, 8 rosas, 12 botões e 124 folhas em ouro , com uma dedicatória de Leão XIII à Princesa Imperial Dona Isabel com a data de 13 de Maio de 1888 e uma capsula perfurada na rosa central onde eram colocadas substâncias aromáticas.

O recebimento da Rosa de Ouro contou com uma grande cerimônia na Capela Imperial, porém foi mantida na capela particular da Princesa, que a levou para o exílio consigo. Até hoje a Princesa Isabel foi a única pessoa no Brasil ter recebido a Rosa de Ouro.

Imagem: A Princesa-Mãe Dona Maria Elizabeth de Wittelsbach com a Rosa de Ouro, acervo da Pró Monarquia/Casa Imperial do Brasil

A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea

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A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 em Paço Imperial.

Decorrente de projeto de lei que a própria Princesa Imperial Regente participou com vários políticos, é aprova a Lei Imperial n.º 3.353 em tempo recorde na Assembleia Geral, seis dias de tramitação, em 13 de Maio. A Câmara dos Deputados votou a Lei Áurea em dois dias, nas sessões de 9 e 10 de Maio, no Senado somente dois senadores se opuseram, o Barão de Cotegipe e Paulino de Sousa.

A Princesa Dona Isabel confiante que o projeto passaria no Senado desceu de Petrópolis para o Paço Imperial de trem ao meio dia, acompanhada do Conde d’Eu e dos Ministros Costa Pereira e Rodrigo Silva, chegando às 14 horas no Paço.

Com uma multidão de dez mil pessoas na frente do Paço Imperial a Princesa Imperial Regente no Salão do Trono recebe de uma comissão de senadores liderada pelo Senador Sousa Dantas que entrega o texto da Lei transformado pelo calígrafo Leopoldo Heck. A Princesa assina a Lei Áurea utilizando uma pena de ouro, cravejada com 27 diamantes e 28 pedras vermelhas, confeccionada especialmente para a ocasião e ofertada pelo povo Brasileiro à Princesa Isabel, com os dizeres “A Dona Isabel, a Redentora, o povo agradecido”, tendo no lado oposto o número e a data da Lei.
No meio do Salão do Trono repleto de deputados, senadores, ministros, embaixadores e personalidades do império, como membros da nobreza e abolicionistas, a Princesa fez um curto e emocionado discurso. O Povo em delírio invade o Paço quando o Deputado Joaquim Nabuco anuncia a abolição da escravidão às mais de 10 mil pessoas na Praça. Entre os invasores estava o jornalista abolicionista José do Patrocínio, que sem nenhuma resistência atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão.

Em meio ao repicar de sinos e do espocar de foguetes, Dona Isabel, chamada pelo povo, aparece na sacada do Paço onde é aclamada pela multidão na Praça após libertar 723.719 escravos.

Imagem: “A abolição de escravatura”, Victor Meirelles, 1888, atualmente na Pinacoteca do estado de São Paulo.

Terceira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel

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Terceira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel no dia 30 de Junho de 1887 em Paço Imperial.

Após retornar da Europa em Dezembro de 1881 a Princesa Imperial Dona Isabel e o Conde d’Eu centrou suas atenções no cuidado e educação dos filhos até Novembro 1884 quando realiza uma viagem de visita às Províncias do Sul, tal qual fizera seu pai décadas antes, retornado à Corte em Março de 1885.

A Princesa parte para Europa acompanhada do Conde d’Eu em Janeiro de 1887. A viagem que duraria cerca de seis meses foi rapidamente interrompida, pois o Imperador Dom Pedro II ficou severamente doente em Março e como herdeira do Trono caso ocorresse algo deveria estar no Brasil. Além disso, o Imperador Dom Pedro II foi aconselhado pelos seus médicos a se tratar em Baden-Baden na Alemanha.

Retornando ao Brasil a Princesa Isabel pela terceira vez assume a Regência do império em 30 de Julho de 1887, desta vez por um período mais curto e o mais Importante de toda sua vida política. Foi durante a Terceira Regência que a Princesa Imperial Regente Dona Isabel assinou a Lei Áurea abolindo a escravidão no Império do Brasil.

A Regência teve fim quando Dom Pedro II com uma melhora de saúde devido aos tratamentos na Europa retornou em 22 de Agosto de 1888.

Imagem: “Dona Isabel de Bragança, Princesa Imperial do Brasil em trajes oficiais”, Marc Ferrez, 1887.

Princesa Isabel muda-se temporariamente para Paris

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Princesa Isabel muda-se temporariamente para Paris no mês de Abril de 1878 em Paris.

A Princesa Isabel acompanhada do Conde d’Eu e de seus filhos, partiu três meses após o nascimento de Dom Luiz Maria para uma grande estada na Europa.

A família da Princesa Imperial se instalou em uma casa alugada em Paris com o intuito de buscar um tratamento médico para o braço esquerdo de Dom Pedro de Alcântara, Príncipe do Grão Pará, que era imóvel, provavelmente devido ao nascimento que havia sido muito difícil, com duração de 13 horas e precisou da utilização de fórceps.

Durante a estada em Paris a Princesa Isabel se afastou da política Brasileira para o tratamento do filho e também devido a sua nova gravidez. Com o tratamento não mostrando resultados e com o nascimento de Dom Antônio Gastão a Princesa Imperial decide retornar ao Brasil em Dezembro de 1881.

Imagem: foto da Princesa Isabel, Joaquim Insley Pacheco, 1870.


Segunda Regência da Princesa Imperial Dona Isabel

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Segunda Regência da Princesa Imperial no dia 26 de março de 1876 em Paço Imperial.

A Princesa Imperial Dona Isabel assume a Regência do Império pela segunda vez em virtude da segunda viagem do Imperador ao exterior no dia 26 de Março de 1876.

A Segunda Regência foi relativamente calma do ponto de vista político, uma vez que Questão Religiosa envolvendo o conflito entre a Igreja Católica e a posição de Dom Pedro II quanto à maçonaria havia chegado a uma resolução 17 de Setembro de 1875 com a anistia dos Bispos que foram contra a decisão Imperial e o Gabinete Conservador presidido pelo Duque de Caxias ia bem. Porém pessoalmente para a Princesa Regente o período foi conturbado tendo sofrido um aborto espontâneo e caído doente assim como o Conde d’eu que estava sofrendo de bronquite. No ano seguinte iniciou-se outra difícil gravidez que a forçou ficar reclusa.

A Segunda Regência da Princesa Dona Isabel teve fim com o retorno do Imperador em 25 de Setembro de 1877

Imagem: A Princesa Regente Dona Isabel, Jules le Chevrel, século XIX, acervo do Príncipe Dom Pedro de Alcântara Orleans e Bragança.



Primeira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel

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Primeira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel no dia 25 de maio de 1871 em Rio de Janeiro.

Em virtude da viagem do Imperador à Europa e norte da África, sua filha a Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel de Bragança assumiu a Regência do Império do Brasil. A Princesa Imperial foi auxiliada pelo Presidente do Conselho de Ministros, José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco.

Durante sua Regência é aprovada em 28 de Setembro a Lei nº 2.040, chamada de Lei do Ventre Livre, que dava liberdade aos recém-nascidos a partir daquela data. Na Lei o senhor teria a opção de entregar o recém-nascido ao Governo Imperial, recebendo indenização ou utilizar os serviços do liberto até sua maioridade. O projeto da Lei que nasceu no Gabinete Conservador do Visconde de Rio Branco foi amplamente apoiado pelos Liberais, Na Câmara dos Deputados, o projeto de Lei obteve 65 votos favoráveis e 45 contrários. No Senado do Império, foram 33 votos a favor e 7 contra. A Lei foi o primeiro ato propriamente dito abolicionista do Império, pois apesar da Lei Eusébio de Queirós em 1850 ter proibido o tráfico, sendo este um grande passo, não concedeu nenhuma liberdade.

A Regente apoiou profundamente a Lei, sendo ela própria uma abolicionista como toda Família Imperial, e quando as notícias chegaram ao seu pai o Imperador em Alexandria trouxeram grande prestígio para Dom Pedro II e para o Império do Brasil no exterior.

Imagem: “Juramento da Constituição pela Princesa Isabel como Regente do Império do Brasil”, Victor Meirelles, década de 1870, atualmente no Senado Federal.

A Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel jura a Constituição Imperial

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A Princesa Imperial jura a Constituição Imperial no dia 29 de julho de 1860 em Rio de Janeiro.

Com 14 anos, após seu aniversário em 1860 a Princesa Imperial do Brasil, Dona Isabel prestou o Juramento Constitucional de "manter a Religião Católica Apostólica Romana, observar a Constituição Política da nação Brasileira e ser obediente às Leis e ao Imperador” perante a Assembleia, seguindo o artigo 106 da Constituição Imperial.

Imagem: “Juramento Constitucional da Princesa Isabel”, F. Tirone, 1861-1862, atualmente no Museu Histórico Nacional.