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Mostrando postagens com marcador Imperador do Brasil. Mostrar todas as postagens
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A melhor lembrança

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Com frequência, o Imperador Dom Pedro II visitava as oficinas de máquinas e estaleiros do Arsenal de Marinha, para analisar e revistar de perto os trabalhos e avanços que lá estavam sendo realizados.

Numa dessas visitas, o Soberano procurou pelo Tenente-Coronel José Carlos de Carvalho, herói na Guerra do Paraguai, ao ter chefiado a Comissão de Engenheiros. O Imperador logo foi informado de que o Tenente-Coronel se encontrava trabalhando nas caldeiras.

Lá chegando, estendeu a mão ao Tenente, que o cumprimentou, mas logo se desconcertou por ter sujado a mão de Sua Majestade, e pediu uma bacia com água e uma toalha. O Imperador disse:

— Não precisa. É a melhor lembrança que posso levar da visita de hoje, onde encontro o Tenente Carvalho com a blusa de operário das oficinas deste arsenal.

- Baseado em trecho do livro "Revivendo o Brasil-Império", de Leopoldo Bibiano Xavier.

Imperador Dom Pedro II


Exemplo de Soberano

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Durante a segunda viagem do Imperador Dom Pedro II ao exterior, em julho de 1877, inaugurava-se em Londres a “Caxton Exhibition”, exposição organizada em honra de William Caxton, pelo quarto centenário da sua introdução da imprensa na Inglaterra, tendo ele publicado “Dictes and Sayings of the Philosophers” em novembro de 1477, o primeiro livro impresso no País. Dom Pedro II nutriu grande interesse pela exposição, sendo um dos primeiros dos mais de vinte mil visitantes, que a prestigiaram nos dois meses de duração.

Anos antes, em 1872, no balneário de Cannes, na França, Dom Pedro II havia conhecido o então Primeiro Ministro do Reino Unido, William Ewart Gladstone, tendo-o recebido em audiência em seus aposentos, se estendendo a conversa em um passeio, tomando todo o dia do Imperador. Por ocasião de sua visita a Londres, em 1877, os dois se reencontraram, no dia da inauguração da Exposição, em 1º de julho, desta vez com Gladstone como líder do governo de oposição. Os dois novamente ficaram em conversa por praticamente todo o dia.

Mais tarde naquele mesmo dia, o estadista Gladstone fez um discurso no banquete ao qual estavam presentes a Rainha Vitória, o Príncipe de Gales e toda a Família Real Britânica, porém não o Imperador do Brasil. Nesse discurso, ergueu o brinde protocolar – o chamado brinde da lealdade – à sua Soberana e ao futuro Rei da Inglaterra. Normalmente, nenhum outro brinde se poderia fazer. Contudo, Gladstone pediu licença, dizendo estar certo da aprovação não só da Rainha e de seu filho, mas de todos os presentes, pois desejava saudar o Imperador do Brasil.

O jornal The Times, no dia seguinte, assim resumia as palavras do brinde de Gladstone:
“Esse homem – e posso falar com mais liberdade por estar ele ausente – é um modelo para todos os soberanos do mundo, pela sua dedicação e esforços em bem cumprir seus altos deveres. É um homem de notável distinção, possuidor de raras qualidades, entre as quais uma perseverança e uma capacidade de trabalho hercúleas. Muitas vezes começa seu dia às quatro horas da manhã, para terminá-lo tarde da noite. Atualmente, essas dezoito ou vinte horas de atividade diária, ele as emprega através do mundo, e em esforços constantes para adquirir conhecimentos de todo o gênero, que saberá aproveitar no regresso à pátria. E continuará, assim, a promover o bem-estar de seu povo.”
Neste momento, irromperam-se os aplausos gerais da Família Real Britânica e dos demais convidados do banquete. O célebre estadista William Gladstone continuou o discurso proferindo as palavras finais, seguidas dos mais calorosos aplausos:
“É o que chamo, senhoras e senhores, um grande, um bom Soberano, que, pelo seu procedimento no alto cargo que ocupa, é um exemplo e uma bênção para a sua raça! Bebo à saúde de Sua Majestade, o Imperador do Brasil!”.

Imperador do Brasil Dom Pedro II

A dedicação de um Imperador

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Em 6 de agosto 1845, o ainda jovem Imperador Dom Pedro II, acompanhado da igualmente jovem Imperatriz Dona Teresa Cristina, partiu para uma série de visitas às Províncias do Sul, passando por São Paulo, Santa Catarina e São Pedro do Rio Grande do Sul. As visitas foram muito motivadas pela política, visando a manutenção da unidade do território nacional e o apoio ao Estado Imperial, notando-se que durante dez anos a região estivera em conflito republicano separatista devido a Guerra dos Farrapos, que declarou a República Rio-Grandense (1836-1845) e a República Juliana (1839), e que fora vencido naquele ano. O Imperador foi recebido calorosamente, com grande entusiasmo e celebrações por onde passou, fortalecendo muito a posição monárquica no Sul da Nação.

Durante a estadia em Caldas da Imperatriz, na Província de Santa Catarina, em outubro de 1845, Sua Majestade visitou Dona Vitória, moradora de Santo Amaro que tinha 96 anos de idade, muito conhecida na região por suas virtudes e caridade. O Imperador poderia estar fazendo várias atividades na região, mas dedicou horas e horas para conversar com a respeitada idosa, ficando maravilhado com tudo o que ela dizia. Dona Vitória estava rodeada de grande número de seus descendentes. O Soberano permaneceu ali até por volta da meia-noite a ouvir essa senhora conversar como se tivesse somente 40 anos. O cronista do Jornal “O Relator Catarinense” descreve que a Dona Vitória “interrompia de momento a momento a conversa, para abençoar o Imperador, cujas palavras acabaram de enchê-la de consolação e como de vigor, denominava-os sempre de Anjos de Deus, as criaturas celestes”. Dona Vitória certamente foi um dos acontecimentos marcantes naquela que foi a primeira viagem em que o Imperador deixava a sede do poder para percorrer o interior do Brasil.

Em suma, as visitas às Províncias ao Sul do Brasil foram um sucesso, a proximidade do jovem Soberano com seu povo, escutando seus problemas e acompanhando de forma próxima o que se passava, juntamente com seu casamento e nascimento do seu filho contribuíram para o amadurecimento do Imperador, com apenas 20 anos. Sua Majestade somente retornou à Corte em 26 de abril do ano seguinte.

Dom Pedro II



O Imperador Dom Pedro II falece

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O Imperador Dom Pedro II falece no dia 5 de dezembro de 1891 em Paris.

Após a morte da Imperatriz Dom Pedro II sofreu muito. Enquanto a Princesa Dona Isabel se fixou no Castelo d’Eu, e seu neto Dom Pedro Augusto em Viena, no Palácio Coburgo, o Imperador constantemente acompanhado por eles viveu em Paris passando temporadas em Cannes para tratar da saúde, porém sempre em hotéis modestos.

Em seus últimos anos o Imperador Dom Pedo II dependeu de empréstimos de amigos e viveu depressivamente sem quase nenhum recurso longe da terra que amava.

Instalado no hotel Bedford em Paris, Dom Pedro II caiu doente com pneumonia após um passeio ao longo do Sena. Falecendo após uma piora de seu quadro às 00:35 de 5 de Dezembro de 1891. Suas últimas palavras foram “Deus que me conceda esses últimos desejos, paz e prosperidade para o Brasil”, com o pedido que fosse enterrado com um pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras, mantido por ele em seu quarto.

Seu funeral foi um dos maiores da capital francesa, com honras de Estado e contando com o comparecimento de grande parte da realeza europeia, entre eles o Rei Francisco II das Duas Sicílias, a Rainha Isabel II da Espanha e Luís Filipe, Conde de Paris. Diplomatas representando todos os países, com exceção do Brasil, os membros do Senado e da Câmara de Deputados da França, com diversas outras autoridades, entre eles o General Joseph Brugère, representando o Presidente Sadi Carnot estiveram presentes, assim como praticamente todos os membros da Academia Francesa, do Instituto de França, da Academia de Ciências Morais e da Academia de Inscrições e Belas-Artes. Ao todo o cortejo fúnebre foi acompanhado por 300 mil pessoas. O imperador foi enterrado no Panteão dos Bragança dia 12 de Dezembro.

No Brasil a comoção foi geral, apesar das tentativas do governo republicano abafar. Foram realizadas missas solenes, o povo fechou o comércio e colocou bandeiras do Império a meio pau, assim como andou com trajas e laços pretos nas roupas para prestar homenagens ao “Órfão da Nação”.



Imagem: Dom Pedro II morto, Félix Nadar, 1891.

Dom Pedro II trata da saúde na Europa

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Dom Pedro II trata da saúde na Europa no dia 30 de Junho de 1887.

O Imperador Dom Pedro II com a saúde frágil partiu do Brasil em 30 de Junho de 1887, acompanhado da Imperatriz Dona Teresa Cristina e de seu neto Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, para sua última viagem ao exterior como Imperador do Brasil. Dom Pedro II visitou Portugal, França, Alemanha, Bélgica e Itália.

Na Europa o Imperador Dom Pedro II ficou aos cuidados dos médicos Charles-Joseph Bouchard e Jean-Martin Charcot, passando dois meses na cidade Alemã de Baden-Baden, uma estação de tratamento por águas termais. O Imperador Dom Pedro II inicialmente respondeu ao tratamento obtendo significativa melhora.

Em 3 de Maio de 1888, em Milão, Dom Pedro II teve uma recaída fortíssima na qual agonizou por muito tempo. Seu médico particular o Visconde Cláudio Velho da Mota Maia, futuro Conde da Mota Maia, foi chamado com urgência, assim como um padre que lhe deu a extrema-unção.

O Imperador Dom Pedro II ao receber a notícia da assinatura da Lei Áurea em Milão, enquanto ainda se recuperava, chorou profudamente de emoção. Dom Pedro II retornou ao Império, ainda muito doente, em 22 de Agosto de 1888 a bordo do navio Congo,

Imagem: Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina e Dom Pedro Augusto partindo para Europa, Arsênio Neumão da Câmara, 1887.

Dom Pedro II inaugura a Exposição Universal da Filadélfia

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Dom Pedro II inaugura a Exposição Universal da Filadélfia no dia 25 de maio de 1876 em Filadélfia.

Dom Pedro II ao lado do Presidente dos Estados Unidos Ulysses S. Grant inaugurou a Exposição Universal da Filadélfia em 25 de Maio de 1876, nas comemorações do centenário da independência dos EUA.

O Brasil era o único país da América Latina participando regularmente do evento, contando com um magnífico pavilhão, a intenção era a propaganda nacional, mostrando além do lado exótico um país tão civilizado quanto qualquer outro Europeu.

Entre os inúmeros pavilhões, o Imperador Dom Pedro II notou o inventor Alexander Graham Bell, com quem já tinha contato e não estava recebendo atenção do público. Dom Pedro II resolveu experimentar o seu invento, o telefone e chocado exclamou a famosa frase “Céus, Isto fala!”. O Imperador Dom Pedro II agiu como “garoto propaganda” despertando a curiosidade dos outros participantes contribuindo para o sucesso e a disseminação do invento.

O interesse de Dom Pedro II por novas tecnologias em especial pelo telefone era tanto que de volta ao Brasil fez o Brasil ser o segundo país a ter telefones, ligando o Palácio Imperial de São Cristóvão à Fazenda de Santa Cruz e criando em 29 de novembro de 1877 a primeira estação telefônica do país, no Rio de Janeiro.

Imagem: Dom Pedro II e Ulysses Grant inauguram a Exposição Universal de 1876.

Dom Pedro II chega à Nova York em sua viagem pelos EUA, Europa e Oriente

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Dom Pedro II chega à Nova York em sua viagem pelos EUA, Europa e Oriente no dia 15 de abril de 1876 em Nova Iorque.

O Imperador Dom Pedro II novamente parte em viagem chegando a Nova York no dia 15 de Abril de 1876, o motivo era além do comparecimento do Imperador Dom Pedro II na Exposição Universal da Filadélfia, na comemoração do primeiro centenário da independência dos EUA, o tratamento da saúde da Imperatriz Dona Teresa Cristina nas águas de Gastein, na Áustria, além das visitas aos seus familiares e amigos no exterior.

Dom Pedro II foi aclamado por onde passava e era recebido sempre com muito entusiasmo. Nos Estados Unidos fez um tour completo visitando o interior do país, passou por além de Nova York na Costa Leste, por São Francisco na Costa Oeste, Nova Orléans na Costa Sul e Washington D.C, percorrendo ao todo 15 mil Km. Dos EUA visitou o Canadá e partiu para Europa e Oriente Médio, visitando Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, o Império Otomano, a Grécia, a Terra Santa, Egito, Itália, Áustria, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Países Baixos, Suíça e Portugal.
Retornou ao seu Império em 25 de Setembro de 1877, mais popular do que nunca no exterior e em seu próprio país.

Imagem: Dom Pedro II em Jerusalém, 1876.

Dom Pedro II viaja à Europa e norte da África

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Dom Pedro II viaja à Europa e norte da África no dia 25 de maio de 1871.

Dom Pedro II parte em 25 de Maio de 1871 para uma grande viagem pela Europa e pelo norte da África.

O Imperador Dom Pedro II viajava somente como “Pedro de Alcântara”, uma vez que não eram de caráter oficial, mas viagens de férias para encontros familiares e enriquecimento cultural, porém era sempre reconhecido e tratado com grandes honras.

Dom Pedro II levava consigo uma comitiva composta da Imperatriz, assistentes pessoais como a dama de companhia e amigos, além de especialistas nos temas locais e também um fotógrafo. Todas as despesas com a viagem foram pagas do seu bolso, ao recusar-se receber uma verba extra oferecida pela Assembleia.

O Imperador Dom Pedro II iniciou sua viagem por Portugal, onde visitou em um encontro emocionado com sua madrasta, já muito velha e doente, Dona Amélia de Leuchtenberg, em seguida visitou Espanha, a Grã-Bretanha, a Bélgica, a Alemanha, Áustria, Itália, Egito, Grécia, Suíça e França. Em Coburgo na Igreja de Santo Agostinho visitou o túmulo de sua filha Dona Leopoldina.

O resultado da viagem foi um sucesso, Dom Pedro II fez contatos com muitos cientistas, artistas e intelectuais que manteria por sua vida toda, além de ter sido recebido com grande prestígio por onde passasse.

Retornou ao Brasil em 31 de Março de 1872

Imagem: Dom Pedro II com sua comitiva na Grande Esfíngie de Gizé cercado de locais, M. Delie & E. Bechard, 1871.

O Código Comercial de 1850 é promulgado

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25 de junho de 1850 em Rio de Janeiro.

Baseado os Códigos Comerciais da França, Espanha e Portugal, após mais de quinze anos tramitando no Legislativo é promulgado o primeiro Código Comercial do Brasil por meio da Lei n° 556, de 25 de junho de 1850, um grande avanço para o progresso do Brasil, garantindo estabilidade segurança nas relações comerciais no Brasil. As sua parte segunda tratando de Direito Comercial Marítimo até hoje está em vigor.

Imagem: “Retrato de D. Pedro II”, Léon Noël, 1858, atualmente na Biblioteca Nacional do Brasil.

É criado pelo Imperador Dom Pedro II o cargo de Presidente do Conselho de Ministros

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É criado pelo Imperador o cargo de Presidente do Conselho de Ministros no dia 20 de julho de 1847 em Palácio Imperial.

Com o intuito de dar mais organização e representatividade ao Conselho de Ministros, o Imperador divide o Executivo ao criar o Presidente do Conselho de Ministros através do Decreto Imperial nº 523. Equivalente a chefe de Governo a escolha do Presidente dependeria de sua aprovação de acordo com o resultado das eleições para a Câmara dos Deputados. O Presidente e seu Partido montariam o Gabinete Ministerial, que estaria submetido ao Poder Moderador.

O primeiro Presidente do Conselho de Ministros foi o futuro Visconde com grandeza de Caravelas, Manuel Alves Branco.

Imagem: “retrato de Dom Pedro II, Imperador do Brasil, aos 21 anos de idade”, Raymond Monvoisin, 1847.

É promulgada a primeira Lei Eleitoral pelo Imperador Dom Pedro II

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É promulgada a primeira Lei Eleitoral pelo Imperador Dom Pedro II no dia 26 de julho de 1846 em Rio de Janeiro.

É promulgada a Lei nº 387 de 19 de Agosto de 1846, a primeira Lei Eleitoral do Brasil, elaborada pelo Poder Legislativo e assinada pelo Imperador.

Inicialmente podia votar no Brasil quem fosse do sexo masculino maior de 25 anos e tivesse uma renda superior a 100 mil réis anuais, mesmo sendo analfabeto. Estes elegiam os cargos locais e os eleitores que votavam em deputados e senadores, seguindo os mesmos critérios anteriores, porém teriam que ter uma renda maior de 200 mil réis anuais.

A partir de 1875 com a Lei Saraiva as eleições tornaram-se diretas, o voto tornou-se facultativo, foram excluídos os analfabetos, devido a facilidade de manipulá-los durante as eleições e era instituído o voto secreto. Nos governos contemporâneos ao Segundo Reinado, na década de 1870, com exceção da França que tinha 20% de sua população votando, da Espanha com 24% e dos EUA com 16%, todos estavam atrás do Brasil em relação à porcentagem da parcela da população que votava. Na Itália somente 2% da população votava, no Reino Unido 7%, em Portugal 9%. O Brasil era um dos países mais democráticos no Mundo.

Imagem: “retrato do Imperador Dom Pedro II”, Rugendas, 1846. Coleção João de Orleans e Bragança.

O Imperador Dom Pedro II visitas as Províncias do Sul

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O Imperador Dom Pedro II visitas as Províncias do Sul no dia 6 de agosto de 1845.

Em seis de Agosto o Imperador Dom Pedro II acompanhado da Imperatriz Teresa Cristina parte para uma série de visitas às Províncias do Sul, passando por São Paulo, Santa Catarina e São Pedro do Rio Grande do Sul.

As visitas foram muito motivadas pela política, visando a manutenção da unidade do território nacional e o apoio ao Estado Imperial, notando-se que durante dez anos a região estivera em conflito republicano separatista devido a Guerra dos Farrapos, que declarou a República Rio-Grandense (1836-1845) e a República Juliana (1839), e que foi vencido naquele ano.

Dom Pedro II foi recebido calorosamente, com grande entusiasmo e celebrações por onde passou, fortalecendo muito a posição monárquica no Sul da Nação, em suma as visitas foram um sucesso e juntamente com seu casamento e nascimento do seu filho contribuiu para o amadurecimento do Imperador, com apenas 20 anos. Dom Pedro II somente retornou à corte em 26 de Abril do ano seguinte.

Imagem: “Desembarque do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Tereza Cristina na Ilha de Santa Catarina, no dia 12 de outubro de 1845”, Vicente Pietro, 1845.

Dom Pedro II é coroado Imperador Constitucional

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Dom Pedro II é coroado Imperador Constitucional no dia 18 de julho de 1841 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Após um grande cortejo que teve inicio às 11 da manhã, Dom Pedro II passou pela varanda que conectava o Paço à Capela Imperial, sendo saudado pelo corpo diplomático, nobres e fidalgos e pelas incontáveis pessoas que estavam presentes abaixo da varanda.

Após ajoelhar duas vezes pra jurar sobre o missal e ouvir as orações, retirou suas comendas sendo ungido no pulso direito e nas espáduas. Após isso vestiu o Manto Imperial e a Murça Imperial, acompanhando a Missa ajoelhou mais uma vez, recebeu a Espada Imperial, tendo após as devidas cerimônias recebido a nova Coroa Imperial, recebendo após a coroa, as luvas, o anel, a Orbe Imperial que foi passada ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, e a Imperial Mão da Justiça que foi entregue ao Ministro da Justiça. Por fim recebeu o Cetro Imperial, retornando ao seu Trono.

Dom Pedro II acompanhou sentado o Te Deum e as orações, tendo levantado de cabeça descoberta para acompanhar o fim da Missa, beijando por fim o Evangelho, na continuação acompanhando o sermão sentado.

Com o fim de todas as cerimônias o cortejo foi à varanda, ocupando um trono no meio desta e recebendo as saudações e as salvas de tiros, seguindo para o Paço, onde foi realizado um banquete às 18 horas e visitas do povo até 22 horas. Cerca de 15 mil pessoas visitaram o Imperador no primeiro dia, seguindo as visitas no dia seguinte.

Imagem: "Estudo para a sagração de Dom Pedro II", Manuel de Araújo Porto Alegre, 1841, atualmente no Museu Histórico Nacional.

É declarada a maioridade de Dom Pedro II

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É declarada a maioridade de Dom Pedro II no dia 23 de julho de 1840 em Rio de Janeiro.

Com o intuito de deter as inúmeras revoltas separatistas que assolavam a nação durante a Regência os liberais pressionaram o povo através de propagandas e o povo por sua vez pressionou a Câmara e o Senado que a maioridade do Imperador fosse declarada antes da hora, pondo fim á Regência os conservadores.

Declarada a maioridade em 23 de Julho, Dom Pedro II assume o Trono com apenas 14 anos, 7 meses e 22 dias, no dia seguinte. A manobra liberal tornou-se eficaz, pois o Imperador assumindo suas funções permitiu a permitiu a estabilização política do Império, pondo fim às revoltas restantes em pouco tempo.

Imagem: “Retrato de Sua Majestade o Imperador D. Pedro II”, Barão Félix de Taunay, 1837, atualmente no Museu Nacional de Belas Artes.

Dom Pedro I falece

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Dom Pedro I falece no dia 24 de setembro de 1834 em Palácio De Queluz.

Dom Pedro nos seus últimos anos lutou bravamente contra as tropas absolutistas de seu irmão Dom Miguel I visando restaurar o Trono de sua filha. Com apenas sete mil e quinhentos soldados venceu os mais de 80 mil que seu irmão tinha no final de Julho de 1834. Vitorioso, exilou seu irmão e foi declarado Regente do Reino pelas Cortes em Agosto, porém caiu doente no mês seguinte.

Vítima de uma tuberculose o Duque de Bragança, ex-Imperador do Brasil, ex-Rei de Portugal e Regente do Reino de Portugal em nome de sua filha Dona Maria II, falece no Palácio de Queluz, no quarto Dom Quixote, o mesmo em que nascera, às 14 horas e trinta minutos do dia 24 de Setembro, amparado por sua esposa Dona Amélia, suas filhas Rainha D. Maria II e Dona Maria Amélia e fiéis nobres desde o dia 10 de Setembro quando os sintomas se agravaram. Dom Pedro I foi enterrado no Panteão dos Bragança, porém seu coração foi conservado por decisão sua na Igreja da Lapa no Porto.

Imagem: “retrato do Senhor Dom Pedro depois de morto”, Dias da Costa, séc. XIX, atualmente no Museu do Primeiro reinado.

É escolhida a Regência Trina Permanente

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É escolhida a Regência Trina Permanente no dia 17 de junho de 1831.

Após a eleição da Regência Trina Permanente composta pelos senadores Francisco de Lima e Silva, Nicolau Vergueiro e Marquês de Caravelas, horas após a renúncia do Imperador a Assembleia vota a Regência Trina Permanente buscando um equilíbrio de forças, mantendo o militar Lima e Silva como Regente do império e também elegendo os deputados como Regentes do Império João Bráulio Muniz, representando o Norte e Nordeste e José da Costa Carvalho, futuro Marquês de Monte Alegre, representando o Sul e Sudeste.

Imagem: "D. Pedro II do Brasil, aos 4 anos de idade", Armand Pallière, 1830, atualmente no Museu Imperial.

Dom Pedro II é aclamado Imperador do Brasil

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Dom Pedro II é aclamado Imperador do Brasil no dia 9 de abril de 1831 em Paço Imperial.

Apenas dois dias após a abdicação de seu pai Dom Pedro I, o Príncipe Imperial é aclamado Dom Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, diante de uma multidão que o saudava no Paço Imperial, tal qual havia ocorrido com seu pai no Campo de Santana em 1822. O Imperador com apenas cinco anos de idade, logo muito baixo foi colocado em cima de uma poltrona posicionada na sacada do Paço Imperial ao lado de suas irmãs.

Imagem: “Aclamação do jovem Pedro II como Imperador do Brasil”, Debret,1833.


Dom Pedro I casa-se com Amélia de Leuchtenberg

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Dom Pedro I casa-se com Amélia de Leuchtenberg no dia 17 de outubro de 1829 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Em 16 de Outubro chega ao Brasil a Duquesa de Leuchtenberg, Amélie Auguste Eugénie Napoléone de Beauharnais, filha do Príncipe Eugène de Beauharnais, enteado de Napoleão I, e da Princesa Augusta da Baviera. A Duquesa desembarcou no Brasil acompanhada da Rainha Dona Maria II após sua estada na Inglaterra. O casamento com Dona Amélia ocorreu na Capela Imperial no dia seguinte ao desembarque. Após o casamento foram realizadas cerimônias públicas de fogos de artifício e um banquete de gala e Dom Pedro I criou a Ordem da Rosa em homenagem à Imperatriz com os dizeres “Amor e Fidelidade”.

A Imperatriz Amélia era de “nobreza napoleônica” não reconhecida em muitas monarquias restauradas na Europa e sua família necessitava deste casamento para se posicionar, já o Imperador que sofreu uma série de difamações na Europa devido ao seu relacionamento com a Marquesa de Santos, do suposto ataque à Imperatriz Leopoldina e de seu posicionamento liberal não tinha muitas chances de encontrar um Princesa de Sangue Real com todas as qualidades que desejava, porém Dona Amélia era uma das princesas mais belas na Europa, mais bem educadas, virtuosas e refinadas e assim que a viu Dom Pedro se apaixonou.

Imagem: Segundas núpcias do Imperador Dom Pedro, Debret, 1829.

O nascimento do Príncipe Imperial, Dom Pedro de Alcântara

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Nasce o Príncipe Imperial, Dom Pedro de Alcântara no dia 2 de dezembro de 1825 em Palácio Imperial.

O futuro Imperador do Brasil, Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, nasce intitulado desde o nascimento Príncipe imperial do Brasil, sendo filho varão do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Leopoldina.

O Príncipe Imperial nasceu às duas e meia da manhã do dia 2 de Dezembro, sendo batizado na Capela Imperial no dia 9 e reconhecido por mera formalidade ante a Assembleia Geral com solenidades devido a Lei de 26 de agosto de 1826.

Imagem: "retrato de Dom Pedro de Alcântara", Debret, 1826, Museu Histórico e Diplomático do Palácio do Itamaraty.

Dom Pedro I é coroado Imperador

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1 de dezembro de 1822 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Às nove e meia da manhã um cortejo Imperial sai do Paço de São Cristóvão precedido por uma infinidade de alas de soldados e militares, músicos, nobres e fidalgos, procuradores das províncias, autoridades eclesiáticas etc.

Dom Pedro I apareceu fardado com botas altas e com todas as suas comendas mais importantes e no altar da Capela Imperial após jurar o Evangelho e se ungido pelo bispo no braço direito, peito e espáduas , veste o Manto Imperial de veludo verde bordado em ouro, a Murça Imperial feita com penas de papo de tucano, um lembrete da indentidade do Império, e se senta no trono para a missa. Pouco antes do final da missa desce do trono e recebe a Espada Imperial, a embainha e recebe a Coroa Imperial retornando ao trono para o Te Deum. A cerimônia foi finalizada pelas salvas de tiros e as festas populares.

Imagem: A Coroação de Dom Pedro I, Debret, 1828, atualmente no Acervo Artístico do Ministério das Relações Exteriores.