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Mostrando postagens com marcador Princesa Imperial. Mostrar todas as postagens
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A Princesa Imperial Dona Isabel recebe do Papa Leão XIII a Rosa de Ouro

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A Princesa Imperial Dona Isabel recebe do Papa Leão XIII a Rosa de Ouro no dia 28 de setembro de 1888 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

O Papa Leão XIII condecora a Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel com a Rosa de Ouro, a maior distinção que os Soberanos Pontífices davam a chefes de Estado e a pessoas de grande relevo, nas ocasiões em que adquiriam méritos especiais, no caso da Princesa Isabel a assinatura da Lei Áurea.

A Rosa de Ouro foi entregue à Princesa Imperial Dona Isabel com uma carta do Papa datada de 29 de Maio de 1888, chegando ao Império do Brasil em 28 de Setembro de 1888. A data escolhida foi em comemoração aos 17 anos de promulgação da Lei do Ventre Livre, durante a Primeira Regência da Princesa Dona Isabel.

O ornamento tem 46 centímetros de altura, composto de 12 ramos, 24 espinhos, 8 rosas, 12 botões e 124 folhas em ouro , com uma dedicatória de Leão XIII à Princesa Imperial Dona Isabel com a data de 13 de Maio de 1888 e uma capsula perfurada na rosa central onde eram colocadas substâncias aromáticas.

O recebimento da Rosa de Ouro contou com uma grande cerimônia na Capela Imperial, porém foi mantida na capela particular da Princesa, que a levou para o exílio consigo. Até hoje a Princesa Isabel foi a única pessoa no Brasil ter recebido a Rosa de Ouro.

Imagem: A Princesa-Mãe Dona Maria Elizabeth de Wittelsbach com a Rosa de Ouro, acervo da Pró Monarquia/Casa Imperial do Brasil

A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea

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A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 em Paço Imperial.

Decorrente de projeto de lei que a própria Princesa Imperial Regente participou com vários políticos, é aprova a Lei Imperial n.º 3.353 em tempo recorde na Assembleia Geral, seis dias de tramitação, em 13 de Maio. A Câmara dos Deputados votou a Lei Áurea em dois dias, nas sessões de 9 e 10 de Maio, no Senado somente dois senadores se opuseram, o Barão de Cotegipe e Paulino de Sousa.

A Princesa Dona Isabel confiante que o projeto passaria no Senado desceu de Petrópolis para o Paço Imperial de trem ao meio dia, acompanhada do Conde d’Eu e dos Ministros Costa Pereira e Rodrigo Silva, chegando às 14 horas no Paço.

Com uma multidão de dez mil pessoas na frente do Paço Imperial a Princesa Imperial Regente no Salão do Trono recebe de uma comissão de senadores liderada pelo Senador Sousa Dantas que entrega o texto da Lei transformado pelo calígrafo Leopoldo Heck. A Princesa assina a Lei Áurea utilizando uma pena de ouro, cravejada com 27 diamantes e 28 pedras vermelhas, confeccionada especialmente para a ocasião e ofertada pelo povo Brasileiro à Princesa Isabel, com os dizeres “A Dona Isabel, a Redentora, o povo agradecido”, tendo no lado oposto o número e a data da Lei.
No meio do Salão do Trono repleto de deputados, senadores, ministros, embaixadores e personalidades do império, como membros da nobreza e abolicionistas, a Princesa fez um curto e emocionado discurso. O Povo em delírio invade o Paço quando o Deputado Joaquim Nabuco anuncia a abolição da escravidão às mais de 10 mil pessoas na Praça. Entre os invasores estava o jornalista abolicionista José do Patrocínio, que sem nenhuma resistência atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão.

Em meio ao repicar de sinos e do espocar de foguetes, Dona Isabel, chamada pelo povo, aparece na sacada do Paço onde é aclamada pela multidão na Praça após libertar 723.719 escravos.

Imagem: “A abolição de escravatura”, Victor Meirelles, 1888, atualmente na Pinacoteca do estado de São Paulo.

Terceira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel

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Terceira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel no dia 30 de Junho de 1887 em Paço Imperial.

Após retornar da Europa em Dezembro de 1881 a Princesa Imperial Dona Isabel e o Conde d’Eu centrou suas atenções no cuidado e educação dos filhos até Novembro 1884 quando realiza uma viagem de visita às Províncias do Sul, tal qual fizera seu pai décadas antes, retornado à Corte em Março de 1885.

A Princesa parte para Europa acompanhada do Conde d’Eu em Janeiro de 1887. A viagem que duraria cerca de seis meses foi rapidamente interrompida, pois o Imperador Dom Pedro II ficou severamente doente em Março e como herdeira do Trono caso ocorresse algo deveria estar no Brasil. Além disso, o Imperador Dom Pedro II foi aconselhado pelos seus médicos a se tratar em Baden-Baden na Alemanha.

Retornando ao Brasil a Princesa Isabel pela terceira vez assume a Regência do império em 30 de Julho de 1887, desta vez por um período mais curto e o mais Importante de toda sua vida política. Foi durante a Terceira Regência que a Princesa Imperial Regente Dona Isabel assinou a Lei Áurea abolindo a escravidão no Império do Brasil.

A Regência teve fim quando Dom Pedro II com uma melhora de saúde devido aos tratamentos na Europa retornou em 22 de Agosto de 1888.

Imagem: “Dona Isabel de Bragança, Princesa Imperial do Brasil em trajes oficiais”, Marc Ferrez, 1887.

Segunda Regência da Princesa Imperial Dona Isabel

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Segunda Regência da Princesa Imperial no dia 26 de março de 1876 em Paço Imperial.

A Princesa Imperial Dona Isabel assume a Regência do Império pela segunda vez em virtude da segunda viagem do Imperador ao exterior no dia 26 de Março de 1876.

A Segunda Regência foi relativamente calma do ponto de vista político, uma vez que Questão Religiosa envolvendo o conflito entre a Igreja Católica e a posição de Dom Pedro II quanto à maçonaria havia chegado a uma resolução 17 de Setembro de 1875 com a anistia dos Bispos que foram contra a decisão Imperial e o Gabinete Conservador presidido pelo Duque de Caxias ia bem. Porém pessoalmente para a Princesa Regente o período foi conturbado tendo sofrido um aborto espontâneo e caído doente assim como o Conde d’eu que estava sofrendo de bronquite. No ano seguinte iniciou-se outra difícil gravidez que a forçou ficar reclusa.

A Segunda Regência da Princesa Dona Isabel teve fim com o retorno do Imperador em 25 de Setembro de 1877

Imagem: A Princesa Regente Dona Isabel, Jules le Chevrel, século XIX, acervo do Príncipe Dom Pedro de Alcântara Orleans e Bragança.



A Princesa Imperial Dona Isabel casa-se com o Conde d'Eu

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A Princesa Imperial Dona Isabel casa-se com o Conde d'Eu no dia 15 de outubro de 1864 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Em 15 de Outubro de 1864, na Capela Imperial a Princesa Imperial Dona Isabel casa-se com o Príncipe Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans, Conde d’Eu, filho de Luís Carlos Filipe Rafael de Orléans, Duque de Némours, e de Vitória de Saxe-Coburgo-Gota -Koháry, neto do Rei Luís Felipe da França.

O casamento foi arranjado e incentivado tanto pelo Rei Consorte Dom Fernando II de Portugal, tio da Princesa e do Príncipe e por Dona Francisca, Princesa de Joinville, também tia da Princesa e do Príncipe.

O Conde d’Eu chegou ao Brasil, com seu primo o Duque de Saxe em 2 de Setembro para se casar com uma das filhas do Imperador. Especula-se que inicialmente estivesse prometido à Princesa Dona Leopoldina, mas acabou trocando por escolha sua e da Princesa Imperial.

Após o casamento passaram a lua de mel no Palácio Imperial de Petrópolis e em 10 de janeiro de 1865 partiram em viagem para Europa.

Imagem: “Casamento da Princesa Isabel e Gastão de Orléans”, Victor Meirelles, 1864, atualmente no Museu Victor Meirelles. 

A Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel jura a Constituição Imperial

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A Princesa Imperial jura a Constituição Imperial no dia 29 de julho de 1860 em Rio de Janeiro.

Com 14 anos, após seu aniversário em 1860 a Princesa Imperial do Brasil, Dona Isabel prestou o Juramento Constitucional de "manter a Religião Católica Apostólica Romana, observar a Constituição Política da nação Brasileira e ser obediente às Leis e ao Imperador” perante a Assembleia, seguindo o artigo 106 da Constituição Imperial.

Imagem: “Juramento Constitucional da Princesa Isabel”, F. Tirone, 1861-1862, atualmente no Museu Histórico Nacional.