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Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
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O Massacre da Fossa Ardeatine

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24 de Março de 1944.

Neste dia decorria o Massacre da Fossa Ardeatine.

A fossa Ardeatine era um conjunto natural de grutas e cavernas na região de Roma, tendo sido no passado utilizado como pedreira para as grandes construções da Roma antiga.

As forças alemãs na Itália em 1944, país cuja metade sul estava sob o domínio aliado e a metade norte sob o domínio nazista, viviam sob constantes ataques dos rebeldes partisans.

E no dia 23 de Março, uma coluna formada pela 11ª Companhia alemã, pertencente ao 3º Batalhão do Regimento de Polícia das SS "Bozen", foram atacados numa emboscada enquanto se deslocavam por uma estreita rua em direção à Piazza di Spagna, em Roma.

O ataque foi conduzido por 16 rebeldes italianos, que fizeram explodir uma bomba, atacando os soldados em seguida com tiros de fuzil e pistola, resultando na morte de cerca de 28 soldados das SS.
O chefe de segurança de Roma, o SS Obersturmbannführer Herbert Kappler, visitou o local e, impressionado pela cena, ordenou imediatamente que fossem tomadas medidas de retaliação.
Iniciou a criação de uma lista de nomes de italianos que deveriam ser mortos e, na tarde do dia seguinte tinha listado 271 civis, muitos deles presos políticos, para além de 57 judeus.

Na tarde do dia 24 de Março foram colocados em caminhões e levados para a fossa Ardeatine, sob a supervisão dos oficiais das SS Erich Priebke e Karl Hass.

Eram levados para o interior das grutas em grupos de 5 e os soldados, muitos deles bêbados para cumprirem as ordens de execução mais facilmente, matavam as vítimas com tiros na nuca.

Para que os corpos coubessem melhor na gruta, as vítimas eram obrigadas a deitarem-se sobre os corpos dos mortos na leva anterior.

Após a execução das 335 vítimas, engenheiros militares alemães detonaram explosivos na entrada, soterrando-a parcialmente.

Os corpos foram encontrados e identificados após a guerra, com o local tendo sido transformado num Cemitério e num Monumento Nacional aberto à visitação pública.








Fonte - Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts


Nazismo e Comunismo: Ambos sistemas políticos autoritários e genocidas

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Acho engraçado isso. Quando nós falamos das grandes catástrofes sociais que foram a marca do século XX, nós imediatamente pensamos na experiência do nazismo, uma vergonha tal que ninguém ousa contestar. Porém, quando se fala de Stalin, Mao Tse Tung ou Pol Pot, sempre um esquerdista se levanta indignado, defendendo as boas intenções de seus regimes. Como podemos viver assim com dois pesos e duas medidas? Acaso Hitler também não dizia ter as melhores intenções? A verdade é que o discurso sobre o nazismo, que está legitimamente baseado na indignação natural do homem contra o horror da violência autoritária, tornou-se, muitas vezes, uma fala política em favor de uma determinada agenda que precisa, ao mesmo tempo, promover a identificação do nazismo com uma determinada ala política atual; mas ao mesmo tempo,escondem os crimes do "socialismo real."




O Pacto Anti-Comintern

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No dia 25 de Novembro de 1936, seria assinado o Pacto Anti-Comintern entre o Terceiro Império Alemão (mais conhecido como Alemanha Nazista, já que "Reich" designa "Império" ou "Reino", mas na Alemanha de Hitler não existia Imperador ou Rei nenhum) e o Império Japonês, marcando uma das diversas etapas da revolução diplomática alemã na década de 30 do século XX, e o início de uma série de tratados que culminariam em criar a aliança militar conhecida como Eixo (ou Eixo Roma-Berlim-Tóquio). Este pacto buscava a união de diferentes nações mundo afora (geralmente regimes autoritários) com o objetivo de impedir a entrada do comunismo em seus países, ou seja, bloquear a "Comintern", sigla de "Internacional Comunista". Esta organização internacional, fundada por Lenin, buscava a integração dos diversos partidos comunistas de todos os continentes em torno do mesmo objetivo: a queda do capitalismo e a ditadura do proletariado sendo cada vez mais difundida entre os diferentes países.

Adolf Hitler, enquanto declarado anti-comunista e nacionalista exacerbado, comandaria esforços para que o avanço do comunismo pela Europa e demais continentes fosse barrado, assinando inicialmente com o Japão o Pacto, que previa a ajuda mútua para defender os interesses comuns em caso de um ataque da URSS. Um dos empecilhos que os nazistas encontraram foi que a Alemanha era, historicamente, uma aliada chinesa, e o Japão era, também historicamente, o pior inimigo dos chineses, com conflitos recentes (para a época) entre os dois. Numa vitória diplomática, eles imporiam o conceito do nacionalismo e da proteção da pátria contra os comunistas (que preocupavam o Partido Nacionalista Chinês assim como o Império Japonês, e fariam ambas as nações assinar o Pacto Anti-Comintern.

A Alemanha Nazista, em 1939, viria a romper com este tratado, assinando um Pacto de Não-Agressão com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mais conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop. Como poderia assinar um acordo de não agressão com a União Soviética, enquanto com os demais países do mundo fazia tratados para se proteger de um possível ataque soviético? Mas os japoneses compreenderam a política externa alemã: tratando com o Reino Unido para isolar a URSS e com estes para isolar os britânicos,

Adolf Hitler tentava ganhar tempo num possível ataque à França ou à Polônia, visando que a luta em duas frentes não ocorresse: acabaria com as democracias ocidentais antes de enfrentar as garras do urso soviético, ou vice-versa. Assim, o Pacto duraria os cinco anos pelos quais foi proposto, até que no ano de 1941 fosse renovado por mais cinco. Infelizmente para os membros deste acordo, a Alemanha Nazi não duraria mais cinco anos após 1941 para que renovassem a aliança.

IMAGEM= O Pacto Anti-Comintern, fotografado nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores do Japão.

Horten Ho 229

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Baseado no conceito da 'Asa Voadora', foi um avião de guerra (caça) supersônico da Alemanha Nazista, com asas fixas e fuselagem definida, tripulação, equipamento e cargas ficam alojados no interior protegido da sua estrutura.

Foi projetado pelo Major da Luftwaffe Walter Horten e seu irmão Oberleutnant Reimar Horten, que tinham experiência com planadores sem cauda desde 1931. Os irmãos Horten estavam convencidos que tal "asa voadora" seria um desenho de aeronave fora de série uma vez que proporcionaria o mínimo arrasto. Eles descobriram que, se a asa tivesse uma curvatura correta (em forma de sino), ela seria tanto estável como controlável. Seus primeiros protótipos propelidos foram construídos no final da década de 1930 e foram equipados com dois motores voltados para ré.

Durante o início da década de 1940 eles encontraram dificuldades para obter suporte financeiro oficial para seu projeto, até que relatórios da inteligência sobre os Estados Unidos revelaram que a Northrop Corporation estava desenvolvendo sua própria "asa voadora".

Em 1943 os irmãos Horten iniciaram o trabalho num protótipo de asa voadora impulsionada por turbo-jatos, o Horten Ho IX V2. Este caça-bombardeiro foi feito seguindo as especificações gerais de Hermann Göring, de que toda nova aeronave deveria carregar 1.000 kg de bombas, voar a 1.000 km/h e ter um alcance mínimo de 1.000 km. Devia também poder carregar canhões de 30mm.

O primeiro protótipo desta aeronave foi inicialmente feito com madeira compensada e cola, principalmente na seção das asas, para que seu peso diminuísse, além do que os suprimentos de duralumínio já estavam ficando escassos, e os custos de produção precisavam ser reduzidos. Os irmãos Horten também acreditavam que uma asa de madeira seria menos danificada que uma de metal quando atingida por um disparo de canhão. A construção em madeira, pintada com uma mistura de cola e carvão difundiria as ondas de radar, tornando o Ho-229 indetectável aos radares da época. Uma vez que o protótipo do Ho IX V2 não possuia cauda, dois flaps de mergulho, acima e debaixo de cada extremidade de asa, providenciavam o controle direcional.

O piloto obtinha controle lateral e longitudinal movendo placas centrais e distais montadas no bordo de fuga da asa. Para melhor visibilidade, o compartimento do piloto foi colocado o mais adiante possível. Os primeiros testes com o protótipo designado Ho-229V1 ainda sem motores, foram feitos em Göttingen em março de 1944. Após estes testes a aeronave viria a ser equipada com motores Jumo 004B.

Como piloto de testes foi escolhido o Leutenant Erwin Ziller, e após o primeiro vôo motorizado do protótipo Ho-229V2, em 2 de fevereiro de 1945, o piloto relatou que a aeronave tinha excelentes características aerodinâmicas. Satisfeito com o vôo inicial o Ministério do Ar alemão encomendou 40 exemplares que seriam produzidos pela Gothaer Waggonfabrik e designado 8-229. Porém ainda em fevereiro de 1945, noutro dia de testes tendo novamente como piloto o Leutenant Ziller, a aeronave durante o vôo apresentou falha no motor de estibordo e na tentativa do pouso, a aeronave tocou o solo, deslizou e tombou, ocasionando a morte de Ziller.

Apesar do protótipo Ho-229V2 ter acumulado apenas duas horas de vôo, o projeto foi posto em produção na fábrica da Gotha para ser avaliado pela Luftwaffe, onde seria designado de Gotha Go 229. Várias versões produzidas, incluindo caças e aeronaves de treinamento biposto para qualquer condição de tempo, bem como os monopostos A-0 caça-bombardeiros, estavam quase completos inclusive os modelos Ho-229V3 e V4, quando a fábrica Gotha foi capturada pelo exército americano em abril de 1945. O protótipo Ho-229V3 foi levado para os Estados Unidos e hoje se encontra na coleção do Smithsonian Museum para fins de restauração.

Os irmãos Horten também tinham sido contratados para desenvolver um bombardeiro propelido por seis turbojatos com alcance de 6.500 km, bem como trabalhavam num projeto de asa voadora super-sônica e num outro para transporte de passageiros. Se a guerra com a Alemanha tivesse se prolongado, o Go 229A-0 provavelmente teria entrado em serviço na Luftwaffe no final de 1945 ou início de 1946.

Imagem: Ilustração de um esquadrão de Horten atacando durante a Segunda Guerra Mundial.

O General Werner von Fritsch, o 2º General alemão a ser morto na Segunda Guerra Mundial

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26 de Setembro de 1939.

Neste dia o General Werner von Fritsch era enterrado em Berlim. Foi o 2º General alemão a ser morto na guerra.

O General von Fritsch, apesar de um grande apoiante do nazismo, via nas SS de Heinrich Himmler uma grande ameaça para a Werhmacht (as Forças Armadas alemãs).

A sua rivalidade com Himmler cresceu a tal ponto que em 1938 o General von Fritsch convocou Himmer para um duelo de pistolas, uma convocação que acabou por não ser entregue pelo General Gerd von Rundstedt, o oficial que tinha ficado responsável pela tarefa.

Toda essa rivalidade tinha começado algum tempo atrás quando Himmler e Hermann Göring acusaram o General von Fritsch de ser homossexual.

Apesar de aparentemente infundada, essa acusação levou ao fim da carreira do General von Fritsch.
Com essa acusação Himmler e Göring eliminaram um grande entrave nas Forças Armadas alemãs para o crescimento das SS.

E no dia 22 de Setembro de 1939, enquanto inspecionava a frente de combate, o General von Fritsch foi atingido por um tiro na coxa esquerda. De acordo com o seu ajudante de campo:
"Eu estava conversando com o General von Fritsch quando ele foi atingido por um tiro ou estilhaço na coxa esquerda.

Caiu imediatamente ao solo e quando nos aproximamos para prestar-lhe ajuda, limitou-se a dizer: 'Não se preocupe, está tudo bem.'
Menos de um minuto depois já estava morto."

E neste dia, 29 de Setembro, o General von Fritsch era enterrado em Berlim. Nem Himmler, nem Göring e nem Hitler estiveram presentes no enterro.

Com a sua morte as SS de Himmler tinham o caminho completamente aberto para crescerem como uma autêntica força paramilitar no interior das Forças Armadas alemãs.

General Werner von Fritsch

Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/

1º de Agosto do ano de 1914 - A Alemanha declara guerra à Rússia

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Na metade do ano de 1914, as declarações de guerra estão à toda no Velho Continente. No dia 1º de Agosto, o Império Alemão, aliado do Império Austro-Húngaro, declararia guerra ao Império Russo, aliado da Sérvia. Estes dois países lutariam no front oriental até o ano de 1917, na Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial.

IMAGEM= "Soldado francês preparando sua correspondência" escrevendo numa mesa de madeira, na comuna francesa de Soissons, no ano de 1917.