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Coreia do Norte dispara míssil no mar do Japão como ato de provocação a visita de Trump

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Terça-feira, 04 de abril. A Coreia do Norte disparou um míssil balístico no mar do Japão, em um último gesto provocativo de Pyongyang, poucos dias antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping.

O Pentágono disse que a Coréia do Norte disparou o míssil às 6h42 (horário local) e que caiu no Mar do Japão nove minutos depois. O foguete, que se acredita ser um míssil de médio alcance não poderia chegar aos EUA, foi disparado de uma instalação terrestre perto de Sinpo.

O lançamento ocorreu quando Donald Trump se prepara para hospedar o presidente chinês Xi em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, para uma primeira reunião. A Coreia do Norte deverá ser uma das principais questões da agenda.

"A Coreia do Norte lançou mais um míssil balístico de alcance intermediário", disse Rex Tillerson, secretário de Estado norte-americano, em um comunicado na terça-feira. "Os Estados Unidos já se pronunciaram o suficiente sobre a Coreia do Norte. Não temos mais comentários. "

O Financial Times no domingo informou que Trump planeja dialogar com a China para que precione Pyongyang para abandonar seu programa nuclear.


Trump fez da Coreia do Norte sua principal prioridade na política externa após Barack Obama lhe ter dito após sua eleição que Pyongyang representava a ameaça de segurança nacional mais iminente para os EUA. Em uma entrevista separada na última sexta-feira, KT McFarland, da Segurança Nacional da Casa Branca, disse que a ameaça da Coreia do Norte havia chegado a uma conjuntura crítica."Há uma possibilidade real de que a Coreia do Norte seja capaz de atingir os Estados Unidos com um míssil nuclear, até o final do primeiro mandato de Trump", disse ela ao Financial Times.As autoridades norte-americanas disseram que as políticas nas últimas duas décadas não conseguiram impedir a Coreia do Norte de desenvolver seu programa nuclear de mísseis, e que era hora de uma nova abordagem.

 
Com informações de Financial Times, tradução e adaptação por Natan Falbo - Conservadores



https://apoia.se/conservadores

Trump: Se China não colaborar, EUA podem agir sozinhos contra Coreia do Norte

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Presidente americano ameaça agir unilateralmente, caso a China não coopere para acabar com a ameaça nuclear de Pyongyang. Além de sanções econômicas, ações militares não estariam descartadas.

Donald Trump, afirmou no domingo (02 de abril) que os Estados Unidos estão prontos para agir sozinhos, caso a China não aumente a pressão contra o programa nuclear norte-coreano. Trump conversou com o jornal americano Financial Times dias antes de receber o presidente chinês, Xi Jinping, em encontro agendado para quinta e sexta-feira no resort Mar-a-Lago, na Flórida.

"A China tem grande influência sobre a Coreia do Norte. A China é que vai decidir se nos ajuda com a Coreia do Norte ou não. Se o fizer, será muito bom para a China, e se não o fizer, não será bom para ninguém. Se a China não resolver [a questão com a] Coreia do Norte, nós vamos."

Questionado sobre como o faria, Trump não limitou-se a afirmar que não seria como "os Estados Unidos de antes, que anunciavam onde iam atacar no Oriente Médio".

Membros da política externa do governo Trump emitiram comentários semelhantes em relação à China. Em entrevista ao show político This Week, da emissora ABC, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, concordou que a China precisa cooperar na abordagem com Pyongyang. "Eles precisam pressionar a Coreia do Norte. O único país que pode detê-la é a China. E eles sabem disso."

Atualmente a China é a única aliada declarada publicamente da ditadura Norte Coreana. A China fornecem recursos importantes para a Coreia do Norte, inclusive alimento. As relações comerciais entre China e Coreia do Norte, se baseiam principalmente no carvão importado de Pyongyang.

Desde fevereiro de 2017, houve uma interrupção temporária na importação de carvão, como uma "retaliação" dos testes de um míssil balístico feita por Kim Jong-un.

Com informações de DW, por Natan Falbo - Conservadores



https://apoia.se/conservadores

Documentário - A Grande Fome de Mao

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Em 1958, nove anos depois de chegar ao poder, Mao Tsé-Tung queria tirar a China de seu estado quase medieval de subdesenvolvimento. Ele lançou um programa de industrialização nas cidades e no interior, pretendendo transformar a China na Terra Prometida do paraíso socialista em menos de 15 anos. Este foi o Grande Salto Adiante.

Mas o sonho louco se tornou um pesadelo e arrastou 650 milhões de chineses ao inferno, o país afundou no caos econômico que causou fome sem precedentes.
O terrível custo em vidas foi em torno de 45 milhões.

Mao Tsé-Tung

Documentário - A Grande Fome de Mao



As grandes navegações chinesas

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Em 1368, destronada a dinastia Yuan, os Mongóis perderam grande parte da China para a rebelde dinastia Ming. Os chineses tinham estabelecido uma vasta rede de relações comerciais na Ásia, Arábia, África Oriental e Egito). Entre 1405 e 1421 o terceiro imperador Ming, Yongle, patrocinou uma série de missões tributárias de longo curso no Oceano Índico sob o comando do almirante Zheng He.

Para estas expedições diplomáticas internacionais foi preparada uma grande frota de novos juncos a que os chineses chamavam ba chuan (navios do tesouro). O maior destes navios pode ter medido até 121 metros (400 pés) da proa à popa, com milhares de marinheiros envolvidos nas viagens. A primeira expedição partiu em 1405. Pelo menos sete expedições estão bem documentadas, cada uma maior e mais cara do que a anterior. As frotas visitaram a Arábia, África Oriental, Índia, Arquipélago Malaio e Sião (actual Tailândia), trocando mercadorias pelo caminho. Presenteavam ouro, prata, porcelana e seda, em contrapartida recebiam novidades, como avestruzes, zebras, camelos, marfim e girafas.

Zheng He

Zheng He nasceu em 1371. Era o segundo filho de um família muçulmana, que também teve quatro filhas. Estudou em Nanjing Taixue (Colégio Central Imperial). Suas missões exibiram impressionantes demonstrações de sua capacidade organizativa e poder tecnológico, mas não produziram grandes resultados em comércio já que Zheng He foi um almirante e um oficial, mas não um mercador.

Em 1425, o imperador Hongxi o nomeou para ser Defensor de Nanquim. Em 1428, o imperador Xuande designou-o para completar a construção do magnífico templo Da Baoen, um templo budista de nove andares em Nanquim, e em 1430 o nomeou para liderar a sétima e última expedição para o "Oceano Ocidental".

Zheng He navegou a Malaca no século XV e trouxe consigo uma princesa chinesa, a Princesa Hang Li Po. Ela teria de desposar o rei de× Malaca. A princesa foi com seus 1 500 serviçais, que se assentaram eventualmente em Bukit Cina, em Malaca.

Fim das Viagens

Em 1424, o imperador Yongle faleceu. Seu sucessor, Hongxi (governante de 1424 a 1425), decidiu reprimir a influência dos eunucos na corte. Zheng He realizou uma última viagem sob o governo do imperador Xuande (governante de 1426 a 1435). Após a morte do imperador, Zheng He liderou uma viagem final, partindo de Nanquim em 1431 e retornando em glória a Pequim, em 1433. É muito provável que esta última expedição tenha chegado a Madagáscar. As viagens foram relatados por Ma Huan, um viajante e tradutor muçulmano que acompanhou Zheng He em três das expedições, no relato "Ying-Yai Sheng-Lam" (Relatório Geral das Costas Oceânicas) de 1433. Mas, depois disso, as frotas de tesouro chinesas acabaram queimadas junto com várias cartas de navegação e relatos das viagens e Zheng He morrendo durante a última viagem da frota do tesouro, na viagem de regresso após a frota chegar a Ormuz em 1433.

Controvérsias Sobre as Viagens

No livro 1421: O Ano em que a China Descobriu o Mundo, o autor Gavin Menzies defende que uma frota de 1.000 navios comandada por Zheng He explorou virtualmente todo o globo, descobrindo a África Ocidental, a América (incluindo o Brasil), a Groenlândia a Islândia, a Antártida e a Austrália.

Comparação entre os mapas de Fra Mauro (1457) e Kangnido (1402)
Esta tese tem sido descartada com relativa frequência por alguns historiadores profissionais. A cartografia e os textos chineses da época referem unicamente expedições pelo Índico.

Em relação à hipótese Atlântica, existem apenas algumas teorias baseadas largamente em interpretações de um documento europeu da época, o Mapa de Fra Mauro.

Quanto à dimensão dos navios, citada em textos mais recentes, é considerada exagerada dadas as limitações da tecnologia dos juncos. Relatos de Marco Polo e de outros exploradores europeus da época relatam navios de 2.000 toneladas, o que está muito aquém das dimensões indicadas nestas teorias. A frota chinesa que explorou, em diversas expedições, o Índico até à costa africana seria constituída por não mais de 300 embarcações, das quais algumas poderiam atingir as 2.000 toneladas, sendo contudo na sua maioria constituída por embarcações muito menores e mais práticas. Convém ainda lembrar que um junco, mesmo de 2.000 toneladas, seria extremamente vulnerável ao mau tempo no mar, e que as rotas apontadas por estas teorias passam pelo Cabo da Boa Esperança, pelo Cabo Horn e pelos oceanos Ártico e Antártico.

Outras teorias defendem ainda que algumas das expedições chinesas tenham deixado descendentes na América do Sul, entre povos indígenas que apresentam uma doença genética asiática.



A Rebelião Taiping

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Dezembro de 1850 – Agosto de 1864

Tudo bem, você pode ter achado esse assunto nada atrativo e totalmente desnecessário pra um ocidental conhecer, visto que é um post com nome xing ling e a imagem em si lembra muito a arte oriental. Mas e se eu te disser que a supracitada rebelião foi o conflito armado que mais matou na História? As coisas ficam mais interessantes? Entenda:

A Rebelião Taiping começa quando um chinês chamado Hong Hung (ou Hong Xiuquan) tem uma suposta visão de Deus, na qual este lhe diz que o mundo está cultuando demônios e que era a missão de Hung limpar seu povo dos falsos cultos. A partir daí, o homem se declara irmão de Jesus Cristo e começa a pregar a igualdade social, a redistribuição das riquezas e o fim da Dinastia Qing, que "seguia a falsos deuses". Seu discurso começa a atrair seguidores (visto que a Dinastia no poder era fracassada com relação a políticas internas, o país estava em guerra e os grandes mercadores viviam na bonança), e o que era a crença de um louco passa a virar o credo de milhares, e depois milhões de chineses. Começou a organizar a destruição de ídolos, e imagens de deuses de religiões tradicionais em toda a China passaram a ser consideradas proibidas.

Numa economia baseada em dízimos, ergue uma milícia camponesa, composta por homens destemidos da morte e da derrota, pois acreditavam fazer um trabalho divino. Essa milícia começa a se expandir, dominando pequenas vilas no vale do Rio Azul. Evitando as grandes cidades, em que o poder militar do Império era maior, e crescendo em força a cada dia, nasce em torno do místico e de seus seguidores, os "Adoradores de Deus", o Reino da Paz Celestial (sim, o conflito que resultou no maior saldo de mortes da História tinha, de um lado, hippies). Ao lançar uma investida de sucesso contra Nanquim, torna-a sua capital.

Tudo está dando certo para os cristãos exóticos que seguiam expandindo a Revolução Taiping. Até que os Qing viram o jogo. Num ataque falho a Pequim, Hong Hung perde força e moral: o suposto filho de Deus fora parado nos muros da capital pelos supostos adoradores de demônios. Ao mesmo tempo, o Império termina formalmente a Segunda Guerra do Ópio, contra ocidentais, que concentrava a grande parte de seus esforços. Numa jogada de habilidade política, os Qing conseguem apoio dos europeus para estabilizar a situação dentro do país e garantir os interesses das classes poderosas na sociedade chinesa, que eram comuns aos dos magnatas do Velho Mundo. E tudo o que antes fluía a favor do Reino da Paz Celestial passa a ruir sobre ele: num cerco contra a cidade de Nanquim, a China Imperial obtém uma vitória esmagadora.

Encarando a derrota e sabendo que a cidade passaria a mãos inimigas em pouco tempo, o Rei Celestial Hong Hung ingeriu veneno. Seu corpo foi descoberto, e despejado no esgoto da cidade pelas tropas imperiais. Estima-se que além do próprio Rei Celestial, morreram nessa rebelião entre trinta e cinquenta milhões de pessoas, a maioria civis. A Primeira Guerra Mundial, para se ter uma ideia, matou, nas perspectivas mais pessimistas, cerca de dezessete milhões de pessoas, entre civis e militares.