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Mostrando postagens com marcador Família Imperial Brasileira. Mostrar todas as postagens
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Lembranças do Conde D' Eu

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Em 1921, quando visitou o Brasil pouco antes de sua morte, o Conde d’Eu foi recepcionado e acompanhado pelo historiado Max Fleiuss, que deixou narrados alguns episódios ocorridos na ocasião:
“No Palace Hotel, onde se achava hospedado, assisti a várias cenas que lhe confirmavam a estupenda memória. Certa manhã foi visitá-lo um cavalheiro da família Miranda Montenegro. Ao entrar, fez uma reverência. O Conde encarou-o, e de pronto chamou-o pelo nome de batismo, e nos disse havê-lo conhecido menino, na fazenda de seus pais, contando pitorescamente vários incidentes, um dos quais foi a passagem numa pequena ponte carcomida, do que resultou um banho nada confortável.
Outra visita foi a de um ancião de grandes barbas brancas, calças da mesma cor e um fraque antigo. Ao vê-lo, o Conde abraçou-o com enternecimento e, pondo-lhe a mão na cabeça, exclamou:
– Cá está ela!”
Era uma depressão produzida por uma bala, na Batalha de Campo Grande. O velho chorou de prazer.

“O Conde d’Eu insistiu em visitar o Palácio Guanabara, que fora a residência oficial da Princesa Isabel e dele. Ao se aproximar, comentou:
– Como está mudado!
Descendo do automóvel, ficou diante do portão, silencioso, estático, os olhos molhados, rolando saudosamente à direita e à esquerda, como numa evocação. Depois, voltou-se. O seu olhar estendeu-se por toda a Rua Paissandu, e ele caminhou para as três palmeiras do começo da rua:
– Está aqui! São estas! São estas! Estas três foram plantadas por Isabel. E aquelas outras foram plantadas por mim.”

“Pediu-me que o levasse à Igreja da Glória.
Ao chegarmos ao pátio do templo tradicional, a igreja estava de portas fechadas. Um homem varria a escadaria exterior. Saltei do automóvel e pedi permissão para entrarmos.
– Agora não é possível, patrão.
Insisti alegando que estava ali o Conde d’Eu. Ao ouvir o nome de Sua Alteza, o varredor arregalou os olhos, e a vassoura caiu-lhe das mãos. O homem sumiu-se, e minutos depois a porta da igreja abria-se. Entramos. O templo estava vazio, mudo, mergulhado numa penumbra que era escuridão para os nossos olhos acostumados à claridade exterior. O Conde encaminhou-se para o altar-mor, e ali ficou, num esforço de pupilas, a olhar para o altar-mor. Subitamente, para nossa surpresa, a igreja iluminou-se. É que o varredor correra a avisar o sacristão, e a surpresa da luz fora um gesto gentil do sacristão, para com o marido da Redentora.”
- Baseado em trechos do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier.

Conde D' Eu



É revogado o banimento da Família Imperial

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É revogado o banimento da Família Imperial no dia 3 de setembro de 1920 em Palácio Do Catete.

O Decreto do Banimento, uma represália contra a Família Imperial que havia recusado receber dinheiro do Governo Provisório foi revogado com outro. O Decreto 4.120 de 3 de Setembro de 1920 foi assinado pelo Presidente Epitácio Pessoa no Salão de Despachos do Palácio do Catete, com uma caneta de ouro obtida especialmente para a ocasião com dinheiro arrecadado mediante subscrição pública promovida pelo jornal "A Rua", com a presença de de comissões de várias instituições importantes como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Associação Brasileira de Letras e a Associação Brasileira de Imprensa.

Com a revogação do banimento, finalmente era possível a transladação dos corpos de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina para a Pátria que tanto haviam amado, assim como os Príncipes e Princesas descendentes para residirem ou visitarem o país em que haviam nascido, ou sonhavam em conhecer.
Infelizmente a revogação só foi publicada após o falecimento de Dom Luís Maria e quando a Princesa Dona Isabel já estava fraca demais para realizar a viagem.

Imagem: A Família Imperial no Castelo d’Eu


O Conde d'Eu inicia sua viagem ao redor do Mundo

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O Conde d'Eu inicia sua viagem ao redor do Mundo no mês de Outubro de 1897 em Paris.

A vida da Família Imperial Brasileira no exílio oscilava entre o Castelo d’Eu na Normandia, afastado das regiões urbanas, e um apartamento em Boulogne-sur-Seine em Paris, onde a Família Imperial passava o inverno em um ambiente cosmopolita e animado.

Em Outubro de 1897 o Conde d’Eu quebra a rotina realizando uma viagem ao redor do Mundo, escrevendo diários. De volta à França Gastão de Orléans publica seus diários em francês contando suas aventuras.

Imagem: O conde d’Eu como um gaúcho, Augusto Amoretty, 1885.

A Família Imperial do Brasil parte para o exílio

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A Família Imperial do Brasil parte para o exílio no dia 17 de novembro de 1889 em Paço Imperial.

Desde as 10 horas da manhã a Família Imperial ficou aprisionada no Paço Imperial por ordem do Governo Provisório. Às três da tarde o Major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, perturbado e confuso, entregou à Dom Pedro II a ordem de banimento da Família Imperial em 24 horas, a Imperatriz Dona Teresa Cristina quase desmaiou, a Princesa Isabel juntamente com as outra senhoras no salão choraram profusamente, já o Imperador Dom Pedro II profundamente abatido escreveu um carta de resposta ao Governo Provisório.

Na madrugada do dia 16 para o 17 todos os membros da Família Imperial são acordados pelo Tenente-Coronel João Mallet. O prazo de 24 horas fora cassado e a partida deveria ser imediata. Então, sem poder arrumar nada, a Família Imperial partia para o exílio às 2 horas e 46 da manhã, escondidos de todos, sequestrados pelo governo republicano.

A Família Imperial foi embarcada no vapor “Parnaíba” e após no vapor “Alagoas”. Às 10 horas os Príncipes que estavam em Petrópolis chegam. A Família Imperial desembarca em Lisboa em 7 de Dezembro de 1889.

Imagem: detalhe de "Dom Pedro II recebendo a ordem de banimento da Família Imperial", Albert Chapon, 1892.

Nasce o Príncipe Dom José Fernando de Saxe-Coburgo e Bragança

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Nasce o Príncipe Dom José Fernando de Saxe-Coburgo e Bragança no dia 21 de maio de 1869 em Palácio Leopoldina.

O Príncipe Dom José Fernando Francisco Maria Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Saxe-Coburgo e Bragança nasceu no Palácio Leopoldina, em 21 de Maio de 1869. Era o terceiro filho da Princesa Dona Leopoldina, Duquesa de Saxe e de seu marido o Príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, Duque de Saxe.

O Príncipe apesar de ter nacionaliade Brasileira e ser Príncipe do Brasil com direitos à sucessão do Trono não foi educado ou residiu no Brasil como seus irmãos mais velhos. Logo após seu nascimento os pais resolveram fixar residência na Áustria, não voltando mais ao Brasil, nem para o nascmento de seu irmão mais novo.

Dom José Fernando caiu doente com uma pneumonia em Agosto de 1888, vindo a falecer com apenas dezenove anos, solteiro e sem descêndencia no dia 13 de Agosto de 1888 na Academia Militar de Wiener Neustadt.

Imagem: “Filhos da Princesa Dona Leopoldina de Bragança” (Dom José no centro), 1871.

A Princesa Dona Francisca

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Nasce a Princesa Dona Francisca no dia 2 de agosto de 1824 em Palácio Imperial.

Nasce em 2 de Agosto, no Palácio de São Cristóvão a Princesa do Brasil, Dona Francisca Carolina Joana Carlota Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, filha do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Leopoldina. A Princesa foi considerada a mais bela das filhas do casal Imperial.

Imagem: "Retrato de Francisca do Brasil, A Princesa de Joinville", Franz Xaver Winterhalter, 1844, atualmente no Palácio de Versalhes