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A tomada de Monte Castelo

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Há 71 anos ocorria a tomada da cidade de Monte Castelo - na Itália - por soldados da Força Expedicionária Brasileira. A batalha perdurou por 3 meses, culminando com o êxito aliado em 21 de fevereiro de 1945. A batalha de Monte Castelo fez parte da operação aliada de rompimento da Linha Gótica, sob responsabilidade do Corpo IV do V Exército norte-americano.

A batalha se iniciou em novembro de 1944, com total vantagem das tropas alemãs. O posicionamento estratégico das peças de artilharia nazi-fascistas dificultava qualquer avanço aliado na região, tornando a batalha muito mais extensa e submetendo os praças brasileiros à um frio e neve muito maiores que o esperado. Tentando seguir o cronograma e atingir Bolonha antes do Natal, uma primeira investida foi tomada em 24 de novembro. O Esquadrão de Reconhecimento e o 3º Batalhão do 6º RI se uniram à Task Force 45 e iniciaram o ataque. Tropas aliadas conquistaram o Monte Belvedere e chegaram ao cume do Monte Castelo, mas seu contingente foi mais baixo que o necessário para resistir à contra-ofensiva nazi-fascista e o Monte Castelo foi perdido.

Um novo ataque foi planejado, mas o monte Belvedere foi perdido no dia anterior ao programado para o ataque, deixando o flanco esquerdo das tropas aliadas desprotegido. Apesar deste contraponto, a segunda leva de ataque prosseguiu, composta basicamente por praças brasileiros e escoltada por tanques norte-americanos. Todavia, o clima desfavorável gerou um lamaçal, impedido a atuação dos tanques, e o céu encoberto impediu o apoio aéreo. Mesmo sem apoio e com um contingente desfavorável, o agrupamento brasileiro - sobre o comando do general Zenóbio da Costa - conseguiu um bom avanço. Este avanço, todavia, não foi mantido, devido à um violento contra-ataque alemão - que levou os brasileiros de volta à estaca zero.

Uma nova operação foi efetivada em 12 de dezembro, sob as mesmas condições climáticas da anterior. O 2º e o 3º batalhões do 1º RI conseguiram fazer milagres, e algumas posições foram tomadas, não sem baixas aliadas. A pesada artilharia alemã provou que, diferentemente da intenção do V Exército alemão, o Monte Castelo não seria tomado sem a utilização de todo o contingente disponível.

Após uma pausa no clímax do inverno, os confrontos se reiniciaram em 19 de fevereiro de 1945. As tropas brasileiras tiveram o apoio da 10ª divisão de montanha norte-americana, que cobriram o flanco esquerdo e tinham por missão tomar o monte Belvedere. Após dias de confronto, as tropas brasileiras, com o auxílio da Artilharia Divisionária, tomaram o Monte Castelo. Contrariando a previsão do comando do IV Corpo, os brasileiros tomaram o Monte Castelo antes da tomada do monte Belvedere pelas tropas norte-americanas, que só conseguiram cumprir sua missão com o apoio de alguns praças brasileiros que já haviam cumprido seu dever no Monte Castelo.






A tomada de Montese

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“No dia 14 de abril de 1945, na região de Montese, teve início a série dos mais árduos combates travados pelos brasileiros na Itália. As operações, durando quatro dias sucessivos – de 14 a 17 – transcorreram sob violentos e ininterruptos bombardeios.”
(Marechal Mascarenhas de Moraes) 

Muitas vezes ofuscada pela Batalha de Monte Castelo - ou até mesmo esquecida, foi escrita, em 71 anos, a página mais sangrenta da história militar brasileira desde a Guerra do Paraguai - a tomada de Montese. Dentre mortos e feridos, foram 430 baixas da parte brasileira.

Montese era um dos pilares de sustentação da famosa Linha Gengis Khan, um conjunto de fortificações nazi-fascistas estabelecido na cadeia montanhosa dos Apeninos. A ruptura desta linha possibilitaria aos aliados o alcance à Planice do Rio Pó e, consequentemente, os Alpes, marcando assim a conquista aliada das terras de Mussolini.

A FEB, reforçada pela 1ª Divisão Blindada Americana, tinha a missão de cobrir o flanco esquerdo da 10ª Divisão de Montanha do Exército Norte-americano. A região era um dos pontos-fortes do dispositivo inimigo, agravado pelo lançamento de campos minados e batido por intenso fogo.

Sabendo da importância da posição, as tropas do Eixo estavam determinados a não ceder suas posições. Entretanto, os praças demonstraram grande bravura, conquistando o objetivo na tarde do mesmo dia e repelindo com maestria todas as tentativas de contra-ataque.

Com a ruptura do sistema defensivo alemão, os aliados desembocaram no vale do Rio Pó e atingiram os Alpes, bloqueando todas as rotas de retraimento que a Alemanha pudesse tentar. A Ofensiva da Primavera culminou com a vitória final dos aliados no Teatro da Itália.

Nas palavras do comandante do IV Corpo de Exército dos Estados Unidos, General Crittenberger, “Na jornada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho do seu feito e seu espírito ofensivo, a divisão brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade”