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Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
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Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico

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Adam Smith ( Kirkcaldy, 5 de junho de 1723 — Edimburgo, 17 de Julho de 1790) foi um filósofo e economista britânico nascido na Escócia. Teve como cenário para a sua vida o atribulado século das Luzes, o século XVIII.

É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais conhecida, e que continua sendo usada como referência para gerações de economistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos inclusive (e não apenas exclusivamente) pelo seu próprio interesse (self-interest), promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica.

Adam Smith ilustrou bem seu pensamento ao afirmar "não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu "auto-interesse".

Assim acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã de baratear o custo de produção e vencer os competidores.

Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. Uma frase de Adam Smith se tornou famosa: "Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade." Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir.

Animação que conta a história de Adam Smith e discute a atualidade de seu pensamento. Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico.

Adam Smith.

Animação que conta a história de Adam Smith e discute a atualidade de seu pensamento. Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico.



12 proposições sobre um entendimento cristão de economia

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Infelizmente, muitos cristãos americanos sabem pouco sobre economia. Além disso, muitos cristãos
assumem que a Bíblia não tem absolutamente nada a dizer sobre isso. Mas uma cosmovisão bíblica, na verdade, tem muito a nos ensinar sobre assuntos econômicos. O significado do trabalho, o valor da mãode-obra e outras questões econômicas são todos parte da cosmovisão bíblica. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a cosmovisão cristã não exige ou promove um sistema econômico específico.

Por causa disso, os cristãos devem permitir que os princípios econômicos encontrados na Escritura
moldem nosso pensamento, embora reconhecendo, ao mesmo tempo, que podemos agir à luz desses
princípios em qualquer cenário econômico, cultural ou geracional.

1. Um entendimento econômico cristão tem a glória de Deus como seu maior objetivo. Para os cristãos, toda teoria econômica começa com um objetivo de glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31).
Temos uma autoridade econômica transcendente.

2. Um entendimento econômico cristão respeita a dignidade humana.
Não importa o sistema de crenças, aqueles que trabalham manifestam a glória de Deus, quer saibam ou não. As pessoas podem acreditar que estão trabalhando por seus próprios motivos, mas elas estão, na verdade, trabalhando a partir de um impulso pelo que foi colocado em seus corações pelo Criador para a sua glória.

3. Um entendimento econômico cristão respeita a propriedade privada e a posse.
Alguns sistemas econômicos tratam a ideia de propriedade privada como um problema. Mas a Escritura nunca considera a propriedade privada como um problema a ser resolvido (ver, por exemplo, os Dez Mandamentos). A visão da Escritura de propriedade privada implica que este é o galardão pelo trabalho e domínio do indivíduo. O Oitavo e Nono Mandamentos nos ensinam que não temos o direito de violar as recompensas financeiras do diligente.

4. Um entendimento econômico cristão leva plenamente em conta o poder do pecado.
Levar o ensino bíblico sobre os efeitos penetrantes do pecado plenamente em conta significa que
presumimos que coisas ruins acontecem em todos os sistemas econômicos. Um entendimento econômico cristão tenta atenuar os efeitos do pecado.

5. Um entendimento econômico cristão defende e recompensa a retidão.
Todo sistema econômico e de governo vem com incentivos embutidos. Um exemplo disso é o código
tributário americano, que estimula procedimentos econômicos desejados. Se ele funciona ou não é uma questão de interminável recalibragem política. Contudo, na cosmovisão cristã, essa recalibragem deve continuar defendendo e recompensando a retidão.

6. Um entendimento econômico cristão recompensa a iniciativa, o empreendimento e o investimento.
Iniciativa, empreendimento e investimento são três palavras cruciais para o vocabulário econômico e
teológico do cristão. A iniciativa vai além da ação. É o tipo de ação que faz a diferença. O
empreendimento é o trabalho humano feito corporativamente. O investimento é parte do respeito pela
propriedade privada encontrado na Escritura. O investimento, pelo que se constata, é tão antigo quanto o Jardim do Éden. Aquilo que agrega valor é respeitável, e o impulso para agregar esse valor também. Assim, uma teoria econômica cristã culpa
qualquer um que não deseja trabalhar, não respeita a propriedade privada e não recompensa o
investimento.

7. Um entendimento econômico cristão busca recompensar e incentivar a moderação.
Em um mundo caído, dinheiro e investimento podem rapidamente ser distorcidos para fins idólatras. Por esse motivo, a moderação é um item muito importante na cosmovisão cristã. Em um mundo caído, a fartura de um dia pode se transformar em escassez no próximo. A moderação pode ser aquilo que vai possibilitar a sobrevivência em tempos de pobreza.

8. Um entendimento econômico cristão defende a família como a unidade econômica mais básica.
Quando pensamos sobre a teoria econômica embutida no início da Bíblia, o mandato de domínio é central, mas assim é a instituição divina do casamento. O padrão de deixar edividir descrito em Gênesis 2 é fundamental para o nosso entendimento econômico. Adão e Eva foram a primeira unidade econômica. Disto, conclui-se que a família (biblicamente definida) é a mais básica e essencial unidade da economia.

9. Um entendimento econômico cristão deve respeitar a comunidade. A maioria dos pensadores seculares e economistas começam com a comunidade e, então, passam para a família. No entanto, pensar a partir das unidades econômicas maiores para as menores não somente não funciona na teoria, mas também não funciona na prática. Começar com a unidade da família e então
evoluir para a comunidade é uma opção muito mais inteligente. A doutrina da subsidiariedade – que
surgiu a partir da teoria da lei natural – ensina que o significado, verdade e autoridade residem na menor unidade significativa possível. Se a unidade da família é deficiente, governo algum consegue fazer frente às necessidades de seus cidadãos. Quando a família é forte, o governo pode ser pequeno. Quando a família é fraca, contudo, o governo precisa compensar o prejuízo. Ao focar na família, respeitamos e aperfeiçoamos a comunidade.

10. Um entendimento econômico cristão recompensa a generosidade e a mordomia apropriada. Os cristãos que estão comprometidos com a economia do Reino e com o bem da geração seguinte devem
viver com uma perspectiva financeira orientada pelo futuro. Cada um de nós tem a responsabilidade, quer tenhamos muito ou pouco, de entender que nossa generosidade perdura muito além de nossa expectativa de vida. Uma generosidade viva, a qual é tão evidente na Escritura, é essencial para uma cosmovisão econômica cristã.

11. Um entendimento econômico cristão respeita a prioridade da igreja e sua missão. Os cristãos devem abraçar prioridades econômicas que o restante do mundo simplesmente não vai entender. Eles devem investir em igrejas, seminários e missões internacionais. Esses são compromissos financeiros cristãos distintivos. Nosso compromisso financeiro último não é para conosco mesmos ou nossos investimentos particulares, mas para o Reino de Cristo. Assim, os cristãos deviam sempre estar prontos a experimentar reviravoltas em suas prioridades e esquemas econômicos, pois as questões urgentes do reino podem intervir a qualquer momento.

12. Um entendimento econômico cristão foca no juízo e promessa escatológicos. A vida e suas riquezas não podem proporcionar a alegria última. A cosmovisão cristã nos lembra que
devemos viver com a ideia de que prestaremos contas ao Senhor pela administração de nossos recursos. Ao mesmo tempo, os cristãos devem olhar para a promessa escatológica dos Novos Céus e Nova Terra como nossa esperança econômica derradeira. Devemos juntar tesouros no céu, não na terra.


Autor: Albert Mohler - Fonte: Site do autor - Tradução: Leonardo Bruno Galdino

Via: Política Reformada

A verdade sobre a PEC 241

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A PEC 241 diz o seguinte:
- Os gastos serão controlados por 20 anos a partir de 2017, com o teto de correção pela inflação do ano anterior. Atenção: é teto, ou seja, os gastos de um ano só podem crescer até o limite da inflação do ano anterior. Em 2017 a correção será de 7,2% (inflação de 2016). Desenhando: em 2017 os gastos crescerão 7,2% sobre 2016. Não haverá congelamento.
- Dentro de 10 anos haverá uma revisão. É provável que esse ponto seja negociado para 5 anos.
- A Saúde terá regra própria em 2017: 15% da receita corrente líquida, o que significa R$ 113,7 bilhões, 10 bilhões a mais do que era previsto. A partir de 2018 passa a seguir a mesma regra dos demais setores.
- A Educação também terá regra própria: 18% da arrecadação de impostos. Em 2018 passa a seguir a mesma regra dos outros setores.
- E se precisar de mais dinheiro para Saúde ou Educação, será possível remanejar de outras áreas.
- Quem bater no teto não poderá elevar despesas como salários dos servidores, abrir concursos públicos, etc.

Resumo: não haverá congelamento, o que haverá será o crescimento seguindo a inflação, e com o tempo algumas revisões serão feitas. Esse terror que está sendo disseminado pelas mídias sociais e imprensa só tem um objetivo: fazer que o governo Temer seja o vilão.
Não dá pra sair de uma crise financeira sem medidas duras, sem dor. E a culpa da dor não é de quem está tentando corrigir, mas de quem colocou o país nessa situação."

QUAL O BENEFÍCIO ENTÃO?
Se o governo não corta gastos e fica deixando os gastos crescerem e depois aumenta impostos, o setor produtivo fica com a conta através de tributação, taxas, impostos enfim!
Daí, pegam seu dinheiro e fogem do Brasil como o capeta da cruz. Interrompem suas atividades e desempregam pessoas, que vão depender do sus e da educação, aumentando gastos, impostos e fugindo com mais investidores do Brasil, aumentando os desempregados e reduzindo a arrecadação...
Se não fosse aprovada essa PEC nenhum investidor colocaria dinheiro aqui... E nunca sairíamos da crise!

É muita gente que não entende de Economia e Política, que escutam as mesmas pessoas que colocaram o País nesta situação e agora ficam berrando que tudo é golpe, ficam falando besteiras que escutam de outros que acham que antes estava melhor (lógico eles estavam mamando nas tetas e para eles estava melhor mesmo), agora vamos deixar e ver o que de bom vai acontecer ou não, é lógico, quando PT, PSOL, REDE, PC do B, e outros clubes do nariz vermelho dizem que é retrocesso, tenha certeza, vai ser melhor para você!



Adapte-se... ou corra para debaixo da saia do Estado

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Em meu primeiro artigo aqui no Conservadorismo do Brasil, quero analisar uma reportagem feita pelo G1 sobre o Uber e seus impactos em São Paulo. Esta matéria é um prato cheio para nós por vários motivos. Explico:

Quando os entrevistados são os usuários, os relatos são positivos - o transporte ficou mais barato, mais confortável, mais seguro e se torna de fato uma opção viável ao próprio carro. 93% dos passageiros aprovam o Uber, que se popularizou na cidade inteira.

A pesquisa também mostrou que um quarto dos paulistanos já pegou um Uber, e 93% deles avaliaram o serviço como ótimo ou bom. Gente que antes nem pensava em pegar táxi para não gastar muito, hoje vai para cima e para baixo de “motorista particular”.
Aqui pode-se extrair um paralelismo interessante. Lula e Dilma vivem bradando aos quatro ventos que seus governos permitiram que "o pobre andasse de avião". É possível que, em um futuro não tão distante, Haddad use como trunfo o "no meu governo, pobre anda de motorista particular". Ora, o que permitiu o acesso a ambos os serviços, antes considerados de elite? Foi o governo, ou foi a abertura do mercado e a redução de preços e aumento da qualidade causados pela concorrência?

Além disso, com os aplicativos inundando as ruas de carros, os motoristas precisarão dirigir cada vez mais horas para conseguir lucrar com a atividade. [...] O primeiro impacto da chegada da Uber foi tirar os taxistas do ponto morto. Se antes para ter passageiros bastava rodar ou esperar no ponto, hoje eles dão desconto e abrem mão de taxa de retorno de 50% sobre a corrida para outros municípios na tentativa de chegar a um preço próximo do praticado pelo aplicativo.
Mais um impacto positivo da concorrência, e talvez o motivo principal que leva taxistas a protestar e até mesmo agredir motoristas do Uber. A concorrência e o livre mercado destroem monopólios estabelecidos, remove os piores prestadores de serviços e nivela por cima - ao contrário das pesadas regulamentações estatais, que protegem os maus trabalhadores.

Especialistas em mobilidade afirmam que toda concorrência é boa e que a chegada da Uber trouxe mudanças importantes para o transporte. Porém, quando uma empresa passa a eliminar os demais e dominar o mercado, o cliente perde. Com cerca de US$ 15,3 bilhões em caixa, a Uber pode reduzir cada vez mais a tarifa, a taxa que cobra dos motoristas e caminhar para o monopólio do setor.

“Fiquei exclusivamente no Uber por um ano e oito meses e hoje uso dois aplicativos. O Cabify paga incentivo, e eu recebo R$ 1,2 mil se ficar 60 horas conectado por semana e concluir 30 corridas” - motorista não identificado
Ora, os táxis não monopolizaram o transporte particular pago por décadas? Não existem, hoje mesmo, concorrentes do Uber a ponto da própria reportagem compará-los em termos de preços e benefícios? E a disputa pela mão de obra não tende a elevar seu valor? Pelo visto o G1 se esqueceu de convidar especialistas em economia (que não seja um lunático socialista) para traçar o mesmo cenário que já foi demonstrado milhares de vezes ao longo da História (volto nisso mais tarde). Veja, a própria reportagem reconhece que motoristas e usuários podem sair ganhando com o Uber e seus concorrentes - mas faz um alerta estranho, como se tarifas mais baixas e um serviço de qualidade fossem um pesadelo comparado ao cenário de preços tabelados e serviço porco atuais.
“Não é uma realidade auspiciosa para o motorista de táxi. São empregos que vão virar pó. [...] Se os consumidores não ganhassem, eles não estavam usando”  - Sérgio Ejzenberg, consultor de transporte

Os motoristas que hoje reclamam da "ameaça sombria" do Uber sobre seus empregos têm a opção de se adaptar, seja se unindo ao maldito inimigo, ou buscando melhorar os seus próprios serviços. Aliás, os mesmos devem se lembrar que, tempos atrás, o transporte era feito por charretes, e antes delas outros meios quaisquer. O próprio emprego deles de hoje se deve a uma evolução tecnológica, e todos se beneficiam.

A célebre frase diz "adapte-se ou morra". Aqui no Brasil, mudaram a célebre citação.

Por Eduardo Maia


História econômica brasileira

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O problema incorporado na economia brasileira está ligado a diversos fatores, causas históricas e contemporâneas diretas. Distúrbios políticos, desorganizações e estruturas estagnantes, fazem parte de característica econômica administrativa, além de coeficientes internos e externos em práticas de baixos investimentos nas próprias baixas empresariais. Neste rápido prólogo, venho a dizer de antemão de que as formas econômicas do governo Dilma são de caráter essencialmente parcial de toda a história.

(1950) A grande origem inflacionária brasileira está incluída desde o governo de Juscelino Kubitschek (1956 – 1961), em toda aquela utopia em tentar fazer “cinquenta anos em cinco”. Por existir tal intuição de uma suposta forma mágica econômica, o governo de J.K decide imprimir dinheiro de forma completamente desorganizada, dentro dos efeitos de gerar pagamento a mineiros para fazer estradas, prédios da maneira mais rápida possível. O exemplo mais notável faz parte da grande rapidez na construção de Brasília, cujo todos os equipamentos de construções, entre outras coisas essenciais, foram levados de avião. Gerando este grande potencial inflacionário.

(1960) Com a faculdade inflacionária muito forte, acirrando-se com a renúncia de Jânio Quadros (1961) e com o governo João Goulart (1961 – 1964), passa a existir distúrbios políticos muito grandes. Uma desordem econômica e política passam a predominar em todos os setores públicos e privados, com toda a responsabilidade – ainda não cumprida – pela esquerda que tentava tomar o poder.

(1964) Debelada pelo governo militar, mais especificadamente a dupla Bulhões e Campos, formam planos de governo como o Instrumento de correção Monetária, a fim de manter a ordem já destruída pela esquerda e Goulart tempos anteriores. O plano deu certo e logo após veio Delfim Neto e o Brasil obteve um crescimento de 11 – 12%. Este sucesso, por sua vez, foi ficando menor no governo Ernesto Geisel (1974- 1979) que, apesar de muitos méritos devidos, era um governante altamente estatizante. E por conta desse fator, acabou fazendo com que houvesse um crescimento de instituições públicas – e crescimento de pessoas dentro dessas instituições.

(1985) Quando se chegam à democratização no governo de José Sarney (1985 - 1990), a população e o próprio estado acabam obtendo uma visão errônea do que se compreende como democracia. Neste contexto, entendem de que a democratização visa atender qualquer reivindicação feita pela sociedade, criando uma espécie desorganização total no estado e, associado aos problemas de indexação, geraram juntas uma hiperinflação. Neste período, todo mundo tinha uma intuição de que poderia transferir/transportar seus preços aos preços da inflação passada. Resultado: Aumento desordenado da taxa de inflação (em um determinado mês, houve cerca de 70% da taxa inflacionária).

(1992) Após Fernando Collor de Mello ter sofrido o Impeachment pelo Senado, assume inteiramente Itamar Franco (1992 – 1994), no qual Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazenda, e debelama hiperinflação de uma maneira muito inteligente. Com a equipe de economistas, visaram dar um golpe total na indexação, criando-se a URV – uma moeda não manual. Com a URV, em conceito bem simples, um Dólar que não é Dólar, todos tinham a inflação corrigida na sua remuneração. Ou seja, ninguém, naquele tempo, percebia que tinha inflação, afinal ela era igual para todos. Ótimo.

(1995) Não obstante, a segunda parte da conta não foi resolvida, isto é, desde o governo J.K, o estado brasileiro acredita que é possível produzir atividade econômica a partir de dinheiro falso. Nisso, quando entra FHC (1995 – 2003), sua atividade consiste em trocar o financiamento da inflação, gerando empréstimos e aumentando a carga do endividamento tributário público. Para pagar estas dívidas, o governo coleta todos os recursos do mercado financeiro para ele próprio. Não tendo dinheiro disponível para distribuir aos empresários (pessoas físicas) e jurídicas, não há dinheiro. Nisso, acontece uma redução muito grande na dita FBPK (Formação Bruta de Capital Fixo) que consiste em um dos critérios que os economistas utilizam para julgar se a economia cresce ou não.

Baixo investimento se deu em baixas nas empresas. Eles apenas estavam trabalhando para pagar suas contas correntes. A taxa tributária, quando somada mais ao juro, faz-se a transferência dos recursos das pessoas que trabalham, para um setor que finge que trabalha: Estado.

(2003) Na chegada do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003 – 2011), existia uma intuição praticamente generalizada no pensamento brasileiro, de que Lula iria quebrar contratos, abolir a propriedade privada e fazer a revolução assim tão benevolente prometida. Gerando, no entanto, uma surpresa. Lula não havia cumprido absolutamente nada daquilo que propôs em todas as suas campanhas – desde as primeiras cujo veio a perder. Acontece que o movimento revolucionário percebe desde 1931 – dado as demonstrações por Ludwig Von Mises – de que não existe outra economia a não ser o próprio capitalismo. Logo, é evidente de que as ações correspondentes no governo Lula, foram determinadas na busca de crescimento para favorecer a futura revolução que ali se implantava – deve-se, a partir de agora, compreender a economia brasileira a partir da estratégia do Foro de São Paulo.

Os problemas que ali aconteceram, se deram pela fomentação na alta estatização nas partes públicas e meramente privadas, assim refletindo nas áreas de impostos e tributos. Em oito anos de governo, a expansão média do PIB – antes 2,3% no governo FHC – a média foi um pouco maior atingindo o ponto de 3,5%. Porém, a economia ligada aos meios estatizantes, não quer dizer de que a economia local estava na mesma, isto é, a própria população. Ademais, o crescimento populacional permaneceu desregulado com o crescimento econômico (que por sua vez deveria ter alcançado 12%), gerando enfim futuros problemas no governo Dilma. Ainda nesses oito anos, houve aquilo que os economistas chamam de “Fuga de Capitais”, florescendo tais resultados no câmbio em que o dólar disparou para quase quatro. Consequentemente, o IPCA, por causa da disparada do câmbio, fechando o ano de 2002 em 12,5%.

Na surpresa do governo Lula, nomeando a cargos econômicos liberais ortodoxos e indivíduos que podem ser considerados conservadores, evidencia que a forma de governo neoliberal – já irei catalogar de maneira rápida – estava enfim se mostrando. Liberalismo não tendo nada haver com Neoliberalismo. É preciso recordar de que a formação Liberal se trata de uma vertente que surge no século 18 e que veio passando por economistas geniais e, que tal intuito é deixar as pessoas em paz para produzirem atividade econômica. Já o Neoliberalismo, cujo intuito é resgatar a Ação Humana apenas privatizando as companhias, nos mostra de que a diferença dessas duas palavras não é apenas o “neo”. Os governos socialistas encontram então, no Neolibaralismo, uma forma de parecerem menos esquerdistas visando à economia para estatizarem a cultura e as relações humanas, criando novas formas de escravizar o empresário com tributos. Visto esses conceitos, vemos, portanto que o governo Lula esteve apenas fazendo um disfarce econômico para fortalecer-se em outras áreas.

Por fim, além do endividamento recorde e dos investimentos errôneos das indústrias, tivemos também uma disparada nos preços da gasolina e da energia elétrica, grande queda na renda real das pessoas, pedaladas fiscais e desarranjo nas contas do governo, perda do grau de investimento, e uma disparada ainda mais intensa do dólar, o que está causando uma carestia generalizada.

 (2011) Tudo isso acima se agravando ainda mais no governo de Dilma Rousseff (2011 – 2016). Não há como pensarmos de que foi somente ela que destruiu nosso país em termos econômicos. Existe uma história inteira atrás que não podemos ignorar. Fenômenos da hiperinflação, inflação generalizada, dívidas públicas internas e externas, aumento das taxas, tributos e impostos, foram apenas as medidas econômicas que acabaram por agravar e aproximar o Brasil naquilo que compreendemos como Crise.

Assim como já afirmado por diversos liberais economistas, e o próprio professor Peter St. Onge, os estímulos gerados pelo Estado não produzem absolutamente nada. Afinal isso reflete nas consequências de produzir dinheiro, no intuito de fazer rodá-lo – algo que não acontece – gerando por si uma inflação. Para ajudar as grandes empresas a adquirir estes agora mais caros insumos, e simultaneamente para ajudá-las em seus projetos de investimento, Dilma libera o BNDES para lhes emprestar dinheiro público a rodo, tudo a juros subsidiados.  E como o BNDES não tem todo esse dinheiro, ela acaba por deferir ao STN para arrecadar mais dinheiro emitindo títulos da dívida, fazendo com que a dívida bruta do país chegasse a R$ 2,823 trilhões em dezembro de 2012.

Por conta desses “mínimos” fatores econômicos, a Petrobrás acabou produzindo cada vez mais para ajudar em dívidas, e produzindo cada vez menos para lucrar.

Enxergamos através desse resumo da história econômica brasileira que não podemos dar ao Estado um poder que, naturalmente, não é ele que pode conceber e controlar. É impossível controlar a economia.

Nota:
- Em determinados anos/meses, houve pequenos crescimentos econômicos, mas nenhum deles por medidas excepcionalmente tomadas por algum governante. No mais, cada crescimento foi gerado de forma espontânea por fatores do poder de compra de cada indivíduo em que determinado mês/ano, obteve por sua vez altas nas produções e meios de produção. Quando as compras começam a acontecer de forma categórica, as produções aumentam e consequentemente rodando a economia. Quando o dinheiro fica parado e sem utilização, é formidável chegar à conclusão de que a economia estará voltada para a estagnação.


Por: Lucas Emmanuel Plaça



Temer anuncia meta fiscal nesta quinta e a saída é elevar os Impostos

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O presidente interino da República, Michel Temer, deverá anunciar na tarde desta quinta-feira (7) a meta fiscal (economia que o governo promete fazer para pagar a dívida pública) da União para 2017, que lhe será entregue, por volta do meio-dia, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no Palácio do Planalto.

A informação foi dada hoje (6) à noite pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), um dos participantes da reunião de Temer com a equipe econômica e parlamentares da Comissão de Orçamento do Congresso para tratar do assunto, e que não chegou a uma decisão. Segundo o senador,  a intenção de Temer é que o valor seja publicado no próximo sábado (9) e aprovado  na próxima semana pelo Congresso.


Nesta quinta-feira, a equipe econômica vai se reunir com Fagundes, relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, para detalhar os números da meta fiscal. De acordo com o senador, a única hipótese em análise pelo Planalto de aumentar impostos diz respeito aos que não dependem de apoio do Congresso, como a CID (combustíveis),  IOF (operações financeiras) e PIS/Coffins (empresas).

Participaram da reunião de hoje no Planalto os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além de integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso e os líderes governistas no Congresso.