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Mostrando postagens com marcador Dom Pedro II. Mostrar todas as postagens
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A melhor lembrança

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Com frequência, o Imperador Dom Pedro II visitava as oficinas de máquinas e estaleiros do Arsenal de Marinha, para analisar e revistar de perto os trabalhos e avanços que lá estavam sendo realizados.

Numa dessas visitas, o Soberano procurou pelo Tenente-Coronel José Carlos de Carvalho, herói na Guerra do Paraguai, ao ter chefiado a Comissão de Engenheiros. O Imperador logo foi informado de que o Tenente-Coronel se encontrava trabalhando nas caldeiras.

Lá chegando, estendeu a mão ao Tenente, que o cumprimentou, mas logo se desconcertou por ter sujado a mão de Sua Majestade, e pediu uma bacia com água e uma toalha. O Imperador disse:

— Não precisa. É a melhor lembrança que posso levar da visita de hoje, onde encontro o Tenente Carvalho com a blusa de operário das oficinas deste arsenal.

- Baseado em trecho do livro "Revivendo o Brasil-Império", de Leopoldo Bibiano Xavier.

Imperador Dom Pedro II


Exemplo de Soberano

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Durante a segunda viagem do Imperador Dom Pedro II ao exterior, em julho de 1877, inaugurava-se em Londres a “Caxton Exhibition”, exposição organizada em honra de William Caxton, pelo quarto centenário da sua introdução da imprensa na Inglaterra, tendo ele publicado “Dictes and Sayings of the Philosophers” em novembro de 1477, o primeiro livro impresso no País. Dom Pedro II nutriu grande interesse pela exposição, sendo um dos primeiros dos mais de vinte mil visitantes, que a prestigiaram nos dois meses de duração.

Anos antes, em 1872, no balneário de Cannes, na França, Dom Pedro II havia conhecido o então Primeiro Ministro do Reino Unido, William Ewart Gladstone, tendo-o recebido em audiência em seus aposentos, se estendendo a conversa em um passeio, tomando todo o dia do Imperador. Por ocasião de sua visita a Londres, em 1877, os dois se reencontraram, no dia da inauguração da Exposição, em 1º de julho, desta vez com Gladstone como líder do governo de oposição. Os dois novamente ficaram em conversa por praticamente todo o dia.

Mais tarde naquele mesmo dia, o estadista Gladstone fez um discurso no banquete ao qual estavam presentes a Rainha Vitória, o Príncipe de Gales e toda a Família Real Britânica, porém não o Imperador do Brasil. Nesse discurso, ergueu o brinde protocolar – o chamado brinde da lealdade – à sua Soberana e ao futuro Rei da Inglaterra. Normalmente, nenhum outro brinde se poderia fazer. Contudo, Gladstone pediu licença, dizendo estar certo da aprovação não só da Rainha e de seu filho, mas de todos os presentes, pois desejava saudar o Imperador do Brasil.

O jornal The Times, no dia seguinte, assim resumia as palavras do brinde de Gladstone:
“Esse homem – e posso falar com mais liberdade por estar ele ausente – é um modelo para todos os soberanos do mundo, pela sua dedicação e esforços em bem cumprir seus altos deveres. É um homem de notável distinção, possuidor de raras qualidades, entre as quais uma perseverança e uma capacidade de trabalho hercúleas. Muitas vezes começa seu dia às quatro horas da manhã, para terminá-lo tarde da noite. Atualmente, essas dezoito ou vinte horas de atividade diária, ele as emprega através do mundo, e em esforços constantes para adquirir conhecimentos de todo o gênero, que saberá aproveitar no regresso à pátria. E continuará, assim, a promover o bem-estar de seu povo.”
Neste momento, irromperam-se os aplausos gerais da Família Real Britânica e dos demais convidados do banquete. O célebre estadista William Gladstone continuou o discurso proferindo as palavras finais, seguidas dos mais calorosos aplausos:
“É o que chamo, senhoras e senhores, um grande, um bom Soberano, que, pelo seu procedimento no alto cargo que ocupa, é um exemplo e uma bênção para a sua raça! Bebo à saúde de Sua Majestade, o Imperador do Brasil!”.

Imperador do Brasil Dom Pedro II

A dedicação de um Imperador

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Em 6 de agosto 1845, o ainda jovem Imperador Dom Pedro II, acompanhado da igualmente jovem Imperatriz Dona Teresa Cristina, partiu para uma série de visitas às Províncias do Sul, passando por São Paulo, Santa Catarina e São Pedro do Rio Grande do Sul. As visitas foram muito motivadas pela política, visando a manutenção da unidade do território nacional e o apoio ao Estado Imperial, notando-se que durante dez anos a região estivera em conflito republicano separatista devido a Guerra dos Farrapos, que declarou a República Rio-Grandense (1836-1845) e a República Juliana (1839), e que fora vencido naquele ano. O Imperador foi recebido calorosamente, com grande entusiasmo e celebrações por onde passou, fortalecendo muito a posição monárquica no Sul da Nação.

Durante a estadia em Caldas da Imperatriz, na Província de Santa Catarina, em outubro de 1845, Sua Majestade visitou Dona Vitória, moradora de Santo Amaro que tinha 96 anos de idade, muito conhecida na região por suas virtudes e caridade. O Imperador poderia estar fazendo várias atividades na região, mas dedicou horas e horas para conversar com a respeitada idosa, ficando maravilhado com tudo o que ela dizia. Dona Vitória estava rodeada de grande número de seus descendentes. O Soberano permaneceu ali até por volta da meia-noite a ouvir essa senhora conversar como se tivesse somente 40 anos. O cronista do Jornal “O Relator Catarinense” descreve que a Dona Vitória “interrompia de momento a momento a conversa, para abençoar o Imperador, cujas palavras acabaram de enchê-la de consolação e como de vigor, denominava-os sempre de Anjos de Deus, as criaturas celestes”. Dona Vitória certamente foi um dos acontecimentos marcantes naquela que foi a primeira viagem em que o Imperador deixava a sede do poder para percorrer o interior do Brasil.

Em suma, as visitas às Províncias ao Sul do Brasil foram um sucesso, a proximidade do jovem Soberano com seu povo, escutando seus problemas e acompanhando de forma próxima o que se passava, juntamente com seu casamento e nascimento do seu filho contribuíram para o amadurecimento do Imperador, com apenas 20 anos. Sua Majestade somente retornou à Corte em 26 de abril do ano seguinte.

Dom Pedro II



Transladação dos despojos de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina

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Transladação dos despojos de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina no dia 8 de janeiro de 1921 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Com a revogação do banimento, o IHGB forma duas comissões para organizar o retorno dos despojos do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Teresa Cristina para as comemorações do centenário da independência em 1922.

Em 22 de Dezembro de 1920 os corpos em um grande cortejo fúnebre com honras de Estado deixam o Panteão dos Bragança no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Portugal, e são embarcados no couraçado “São Paulo” da Marinha do Brasil. Em outro grande cortejo fúnebre os despojos do Imperador e da Imperatriz retornam com grandes honras à Pátria, acompanhados por uma multidão e por autoridades, membros do IHGB e pelo Conde d’Eu, seu filho o Príncipe-Titular de Orléans e Bragança e o Barão de Muritiba, no dia 8 de Janeiro de 1921.

O desembarque foi marcado por salva de tiros feita pelas fortalezas de Santa Cruz e São João e pelo cortejo que levaram os esquifes da Praça Mauá à antiga Capela Imperial, e na época Catedral Metropolitana, a Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Foi a primeira vez desde o Golpe de 15 de Novembro que os membros da Família Imperial pisaram oficialmente em solo Brasileiro, causando grandes emoções e saudações do público.

Imagem: O cortejo fúnebre em Portugal em imagem gerada a partir de vídeo dos Serviços Gráficos do Exército Português.

O Imperador Dom Pedro II falece

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O Imperador Dom Pedro II falece no dia 5 de dezembro de 1891 em Paris.

Após a morte da Imperatriz Dom Pedro II sofreu muito. Enquanto a Princesa Dona Isabel se fixou no Castelo d’Eu, e seu neto Dom Pedro Augusto em Viena, no Palácio Coburgo, o Imperador constantemente acompanhado por eles viveu em Paris passando temporadas em Cannes para tratar da saúde, porém sempre em hotéis modestos.

Em seus últimos anos o Imperador Dom Pedo II dependeu de empréstimos de amigos e viveu depressivamente sem quase nenhum recurso longe da terra que amava.

Instalado no hotel Bedford em Paris, Dom Pedro II caiu doente com pneumonia após um passeio ao longo do Sena. Falecendo após uma piora de seu quadro às 00:35 de 5 de Dezembro de 1891. Suas últimas palavras foram “Deus que me conceda esses últimos desejos, paz e prosperidade para o Brasil”, com o pedido que fosse enterrado com um pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras, mantido por ele em seu quarto.

Seu funeral foi um dos maiores da capital francesa, com honras de Estado e contando com o comparecimento de grande parte da realeza europeia, entre eles o Rei Francisco II das Duas Sicílias, a Rainha Isabel II da Espanha e Luís Filipe, Conde de Paris. Diplomatas representando todos os países, com exceção do Brasil, os membros do Senado e da Câmara de Deputados da França, com diversas outras autoridades, entre eles o General Joseph Brugère, representando o Presidente Sadi Carnot estiveram presentes, assim como praticamente todos os membros da Academia Francesa, do Instituto de França, da Academia de Ciências Morais e da Academia de Inscrições e Belas-Artes. Ao todo o cortejo fúnebre foi acompanhado por 300 mil pessoas. O imperador foi enterrado no Panteão dos Bragança dia 12 de Dezembro.

No Brasil a comoção foi geral, apesar das tentativas do governo republicano abafar. Foram realizadas missas solenes, o povo fechou o comércio e colocou bandeiras do Império a meio pau, assim como andou com trajas e laços pretos nas roupas para prestar homenagens ao “Órfão da Nação”.



Imagem: Dom Pedro II morto, Félix Nadar, 1891.

Dom Pedro II trata da saúde na Europa

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Dom Pedro II trata da saúde na Europa no dia 30 de Junho de 1887.

O Imperador Dom Pedro II com a saúde frágil partiu do Brasil em 30 de Junho de 1887, acompanhado da Imperatriz Dona Teresa Cristina e de seu neto Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, para sua última viagem ao exterior como Imperador do Brasil. Dom Pedro II visitou Portugal, França, Alemanha, Bélgica e Itália.

Na Europa o Imperador Dom Pedro II ficou aos cuidados dos médicos Charles-Joseph Bouchard e Jean-Martin Charcot, passando dois meses na cidade Alemã de Baden-Baden, uma estação de tratamento por águas termais. O Imperador Dom Pedro II inicialmente respondeu ao tratamento obtendo significativa melhora.

Em 3 de Maio de 1888, em Milão, Dom Pedro II teve uma recaída fortíssima na qual agonizou por muito tempo. Seu médico particular o Visconde Cláudio Velho da Mota Maia, futuro Conde da Mota Maia, foi chamado com urgência, assim como um padre que lhe deu a extrema-unção.

O Imperador Dom Pedro II ao receber a notícia da assinatura da Lei Áurea em Milão, enquanto ainda se recuperava, chorou profudamente de emoção. Dom Pedro II retornou ao Império, ainda muito doente, em 22 de Agosto de 1888 a bordo do navio Congo,

Imagem: Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina e Dom Pedro Augusto partindo para Europa, Arsênio Neumão da Câmara, 1887.